O Índice de Preços ao Produtor (IPP) no Brasil subiu 1,54% em setembro, acelerando em relação à alta de 0,34% de agosto e atingindo 4,34% no acumulado em 12 meses, segundo o IBGE. A alta foi puxada principalmente pelo setor de alimentos, que avançou 2,40% pressionado por derivados de cana-de-açúcar e soja, além dos aumentos expressivos nas indústrias extrativas (11,04%) e no refino de petróleo e biocombustíveis (4,88%). No mês, 16 das 24 atividades industriais pesquisadas registraram elevação de preços.
Os preços ao produtor no Brasil aceleraram em setembro, com alta de 1,54%, pressionados pelo custo dos alimentos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma alta de 4,34%. Em agosto, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia apresentado alta de 0,34%, após três meses de deflação, acumulando variação positiva de 2,50% em 12 meses.
Segundo o IBGE, do total de 24 atividades industriais analisadas, 16 tiveram alta em setembro sobre agosto, com alimentos exercendo o maior impacto, com alta de 2,40%.
Derivados da cana-de-açúcar e da soja são os quatro produtos de maior influência no resultado do setor de alimentos em setembro, respondendo por 1,66 p.p., da variação de 2,40%, segundo o IBGE.
Já indústrias extrativas apresentaram alta de 11,04% e refino de petróleo e biocombustíveis, de 4,88%.
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital apresentaram alta de 0,62%, bens intermediários avançaram 1,94% e bens de consumo subiram 1,18%.
O IPP mede a variação dos preços de produtos industriais na "porta da fábrica", isto é, sem impostos e frete.