Os preços do petróleo subiram mais de 1% nesta segunda-feira, impulsionados por temores sobre a oferta global após ataques houthis a instalações na Arábia Saudita e danos a um oleoduto estratégico. O barril do Brent fechou a US$ 105,68 e o WTI a US$ 101,39. O agravamento das tensões no Oriente Médio e o bloqueio no Estreito de Ormuz restringiram o fluxo de navios e ameaçaram até 4% do abastecimento mundial, embora os ganhos tenham sido contidos por declarações de Donald Trump sobre um possível acordo com o Irã.
Os preços do petróleo fecharam em alta de cerca de 1% nesta segunda-feira, à medida que aumentavam as preocupações com o abastecimento de energia, após novos ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio.
Ambos os índices de referência do petróleo subiram quase 5%, mas recuaram em relação às máximas da sessão depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã desejava chegar a um acordo com Washington.
Os futuros do Brent subiram US$1,07, ou 1%, fechando a US$105,68 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu US$1,34, ou 1,3%, fechando a US$101,39.
Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, lançaram um novo ataque contra a Arábia Saudita, e os países árabes do Golfo adiaram as negociações planejadas com o Irã, reforçando os temores de que o conflito no Oriente Médio possa se alastrar ainda mais e ameaçar o abastecimento global de petróleo.
Os houthis afirmaram ter disparado dezenas de mísseis e drones contra uma base aérea militar em Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita, visando hangares de aeronaves, sistemas de radar, pistas de pouso e depósitos de munição, em retaliação aos ataques aéreos sauditas no Iêmen.
Os houthis avançaram rapidamente no Iêmen nos últimos dias, conquistando territórios, incluindo a Ilha de Perim, na foz do Mar Vermelho, na sexta-feira. Um ataque separado no mesmo dia, que Riade atribuiu a combatentes apoiados pelo Irã no Iraque, danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, que permite que as exportações de petróleo do Golfo contornem o Estreito de Ormuz, que está bloqueado. O ataque ao oleoduto ameaçou até 4% do abastecimento global de petróleo.
O número de navios de carga que atravessaram o Estreito de Ormuz caiu para um dígito por dia no fim de semana, segundo dados preliminares de rastreamento de navios divulgados nesta segunda-feira, bem abaixo da média de 14 dos últimos 10 dias.
Antes de os EUA e Israel atacarem o Irã no final de fevereiro, cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo passava pelo Estreito de Ormuz.
Com o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita fora de serviço, o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, precisa recorrer aos estoques, que, segundo três fontes do setor, devem cobrir de cinco a sete dias de exportações.