A cotação do petróleo está operando em forte queda nesta quarta-feira (24) e atingindo o menor patamar desde o início dos conflitos entre Estados Unidos e Irã. O movimento pressiona o Ibovespa, que está recuando no início da sessão, com ações ligadas ao setor de óleo e gás entre as principais baixas do índice.
Por volta das 12h, os contratos futuros do petróleo Brent para setembro caíam 4,01%, a US$ 73,72 por barril. No mesmo horário, a cotação do petróleo WTI para agosto recuava 4,10%, negociado a US$ 70,25.
No Ibovespa, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) acompanhavam o movimento da commodity. Por volta das 12h30, os papéis ordinários da estatal caíam 2,77%, a R$ 42,76, enquanto as ações preferenciais perdiam 2,08%, a R$ 38,51.
Os papéis da PRIO (PRIO3) também apareciam entre as maiores baixas do pregão, com recuo de 2,55%, negociados a R$ 54,67.
Por que o petróleo está caindo?
A queda do petróleo ocorre à medida que diminuem os temores de uma interrupção relevante na oferta global de petróleo após os recentes episódios de tensão no Oriente Médio.
Nas últimas semanas, os investidores passaram a monitorar de perto os riscos de restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Qualquer ameaça à circulação de navios na região costuma elevar os preços da commodity devido ao risco de desabastecimento.
Entretanto, o mercado passou a precificar um cenário mais favorável. Em meio a este contexto, os sinais de normalização da navegação na região reforçaram a percepção de menor risco para a oferta da commodity.
O movimento também ocorre em meio ao aumento das expectativas de que as tensões no Oriente Médio caminhem para uma redução gradual, diminuindo as preocupações com eventuais impactos sobre a cadeia global de energia.
Para empresas produtoras, como Petrobras (PETR3; PETR4) e PRIO (PRIO3), a queda do petróleo tende a ser recebida de forma negativa pelo mercado, uma vez que preços mais baixos do petróleo podem reduzir receitas e margens das companhias.