A Petrobras prevê iniciar a produção da oitava plataforma do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, no segundo trimestre deste ano, afirmou a diretora-executiva de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, em entrevista à Reuters nesta sexta-feira.
A previsão antecipa em pelo menos mais dois meses a estimativa anteriormente anunciada pela companhia, de agosto deste ano. O movimento vem em meio a esforços que a Petrobras tem empenhado para acelerar o início da produção de unidades, buscando maior eficiência.
"A Sylvia (dos Anjos, diretora de Exploração e Produção) fala que toda gota de petróleo importa, eu falo que todo dia importa. Se a gente conseguir antecipar em um dia, já está valendo", afirmou Baruzzi.
A unidade chamada P-79, com capacidade para produzir 180 mil barris por dia de petróleo (bpd), elevará a capacidade do campo para aproximadamente 1,3 milhão de bpd quando entrar em operação. Búzios superou a marca de 1 milhão de bpd em outubro passado e já é o maior produtor do Brasil.
A companhia anunciou nesta sexta-feira o início da produção da P-78, a sétima do campo de Búzios, em 31 de dezembro. Baruzzi afirmou que, em menos de 24 horas, já foi possível ultrapassar a marca de 50 mil bpd na unidade.
Além da P-79, não há inicialmente outras plataformas da Petrobras previstas para entrar em operação em 2026, mas Baruzzi afirmou que não há descanso. Em agosto, tem a expectativa de saída da P-80 do estaleiro rumo à locação, enquanto até outubro deverá zarpar a P-82, ambas com destino a Búzios e previstas para iniciar a produção em 2027.
LICITAÇÕES DE NOVAS UNIDADES
Baruzzi mencionou ainda que a Petrobras segue negociando com a SBM Offshore a contratação de plataformas para o projeto Sergipe Águas Profundas (Seap).
"Continuamos negociando, ainda não fechamos... A gente apresentou a nossa contraproposta e eles vão estudar", disse a executiva, pontuando que a expectativa é assinar os contratos em abril.
Além disso, a empresa segue com duas licitações para contratar plataformas para os projetos de Revitalização de Albacora e a unidade Búzios 12, única do campo de Búzios que ainda não foi contratada. Em ambos os casos, as licitações seguem conforme o planejado, segundo Baruzzi, e o primeiro óleo está previsto para depois de 2030.
A próxima licitação a ser lançada deverá ser para o projeto de Revitalização de Tupi, provavelmente em 2027, segundo estimativas da empresa.