A Petrobras aumentou o preço do querosene de aviação em 11,8% (R$ 0,66 por litro), pressionada pela alta nas cotações internacionais devido às tensões no Oriente Médio. A estatal destacou que seu mecanismo de reajuste mensal suavizou o impacto da volatilidade externa, mantendo os preços competitivos frente ao mercado internacional. A companhia garantiu ainda o abastecimento integral dos volumes solicitados pelas distribuidoras para o mês de outubro.
RIO - A Petrobras informou que elevou o querosene de aviação em 11,8% a partir desta quinta-feira, 1º, resultando em um acréscimo de R$ 0,66 por litro em relação ao mês anterior. "O reajuste anunciado reflete a elevação das cotações internacionais do querosene de aviação, ocasionado pelo recrudescimento das tensões geopolíticas no Oriente Médio", explicou a estatal em nota.
A Petrobras reajusta mensalmente o combustível por meio de uma fórmula paramétrica contratual que funciona como amortecedor de curto prazo, resultando em reajustes mais moderados que os praticados internacionalmente.
Segundo a companhia, os volumes de QAV solicitados pelas distribuidoras para o mês de outubro estão confirmados, "mantendo assim a garantia de abastecimento nos polos de atendimento".
A Petrobras destacou ainda que, nos principais mercados internacionais, os preços do QAV para companhias aéreas são ajustados com frequência, chegando até a reajustes diários, refletindo imediatamente as condições de mercado.
"Diante disso, os reajustes acumulados desde o início do conflito foram superiores nos mercados internacionais em relação aos observados no Brasil, indicando que o preço do QAV da Petrobras permanece competitivo", afirmou a companhia.