Petrobras arremata 19 blocos em leilão de concessão por R$3 bi

7 out 2026 - 17h18
(atualizado às 18h45)
Resumo
A Petrobras dominou o leilão de concessão da ANP ao arrematar 19 dos 49 blocos ofertados, investindo cerca de R$ 3 bilhões em bônus de assinatura e respondendo por quase toda a arrecadação da rodada. A estatal adquiriu sozinha 12 áreas na Bacia de Campos, com ágios superiores a 21.000%, e outras sete na Bacia do Ceará em parceria com a QatarEnergy. Empresas como Eneva, PetroRecôncavo e Aguila também arremataram blocos no evento, que ofertou ativos em diversas bacias sedimentares do país.

A Petrobras arrematou 19 dos 49 blocos exploratórios de petróleo e gás ofertados em leilão de Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em regime de concessão, nesta quarta-feira, com a oferta de aproximadamente R$3 bilhões em bônus de ⁠assinatura.

A empresa respondeu por quase a totalidade do valor arrecadado ‌à União na rodada.

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Dos 19 blocos, a petroleira estatal levou sozinha 12 áreas na Bacia de Campos, dos quais cinco ‌em disputas com um consórcio formado por ‌TotalEnergies e QatarEnergy. Dois desses blocos responderam por metade de ⁠toda a arrecadação da rodada.

"Fomos atrás da Bacia de Campos porque enxergamos ali potencial para coisa nova e com elevado potencial... A compra das áreas explica esse interesse", disse uma fonte da Petrobras, que preferiu ficar no anonimato, à Reuters.

Os maiores bônus de assinatura ‌do leilão foram pagos pela Petrobras, no valor de R$754,197 milhões, ‌por cada um dos ⁠blocos C-M-115 e ⁠C-M-161, na Bacia de Campos, ambos com ágio de mais de 21.000%.

Os ⁠sete demais blocos a Petrobras ‌arrematou como operadora, com ‌70% de participação, em consórcio com a QatarEnergy, na Bacia do Ceará.

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Tanto em Campos como no Ceará, a Petrobras foi a única operadora a levar áreas.

O leilão ofertou mais ⁠de 300 blocos em diversas bacias. Dentre elas também estavam Potiguar, Recôncavo, Parnaíba, Ceará, Espírito Santo e Tucano Sul.

A petroleira Eneva arrematou seis blocos na Bacia do Parnaíba, onde já concentra uma importante produção de gás ‌em diversas áreas. PetroRecôncavo arrematou dois blocos, nas bacias de Potiguar e Recôncavo.

Entre as independentes, a companhia Aguila foi o destaque em número ⁠de áreas, com 12 blocos, espalhados entre Potiguar, Recôncavo e Tacutu.

O leilão inteiro arrecadou pouco mais de R$3 bilhões. Um dos blocos foi arrematado após o término do leilão, quando as companhias tiveram uma nova oportunidade para fazer lances. 

Mais cedo, a ANP também negociou outros sete blocos exploratórios de petróleo e gás, em um leilão de partilha do pré-sal, um número recorde diário para vendas de áreas na importante região produtora, com empresas como a Petrobras, Prio e a norueguesa Equinor buscando garantir ativos próximos de onde já operam.

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