A Petrobras anunciou uma terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, costa do Amapá. Concluída a perfuração, a estatal planeja abrir mais três poços a partir de 2027 para avaliar a viabilidade comercial da área, considerada uma promissora nova fronteira exploratória na Margem Equatorial. A sonda agora segue para a Bacia Potiguar, enquanto o avanço do projeto na região amazônica ainda enfrenta grandes desafios logísticos e resistências socioambientais.
A Petrobras informou nesta quinta-feira que identificou um terceiro intervalo portador de petróleo na mesma perfuração, na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultra profundas da costa do Amapá, elevando expectativas para a abertura de uma nova fronteira exploratória na região.
A companhia iniciou a perfuração do poço chamado de Morpho, no bloco FZA-M-59, em 20 de outubro do ano passado. Desde então, anunciou três descobertas: uma em meados de agosto, a outra no início deste mês e a última nesta quinta-feira.
"Nossa persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas em relação ao potencial exploratório da Margem Equatorial", disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, no comunicado sobre a descoberta.
Segundo uma fonte da companhia, a nova descoberta representa um sucesso para a campanha exploratória.
"Acho que não altera o que já havíamos previsto para campanha na Foz do Amazonas, o óleo de lá é muito bom, e o trabalho está dando resultado", disse.
A Petrobras informou em nota que a perfuração e a aquisição de dados geológicos foram concluídas.
Após o fechamento do poço, a companhia planeja perfurar outros três poços para delimitar a descoberta e investigar se o ativo poderá produzir petróleo comercialmente, em uma campanha que deve ter início no primeiro trimestre de 2027, segundo executivos falaram anteriormente.
Agora a sonda que operava no local seguirá para a Bacia Potiguar, na costa do Rio Grande do Norte, onde iniciará a perfuração na locação Mãe de Ouro.
A indústria de petróleo no Brasil acredita que a Bacia da Foz do Amazonas é a de maior potencial para a abertura de uma nova fronteira exploratória. Entretanto, a região contém enormes desafios socioambientais e logísticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um defensor da abertura da nova fronteira, mesmo após forte resistência de partes do seu próprio governo, além de parcelas da sociedade e ambientalistas.