Pereira, do BCE, diz que inflação ainda não está se disseminando como no passado

16 set 2026 - 14h01
Resumo
Álvaro Santos Pereira, membro do BCE, afirmou que a inflação na zona do euro não se dissemina como em 2022, mas exige vigilância diante da alta do gás e dos impactos da inteligência artificial. O alerta ocorre após o banco elevar os juros pela segunda vez no ano, com o mercado já precificando mais três altas em doze meses. Apesar de o avanço dos preços estar mais contido, Pereira ressaltou que os riscos cresceram e que a autoridade monetária monitora a situação de perto.

‌A inflação na zona do euro não está se disseminando tão amplamente quanto em episódios anteriores, mas os formuladores de política estão acompanhando de perto ⁠a evolução da situação, especialmente à luz ‌do recente aumento nos preços do gás, afirmou o presidente do ‌banco central de Portugal, ‌Álvaro Santos Pereira.

"A inflação não ⁠está se espalhando nem se ampliando tão rapidamente como aconteceu em 2022", disse Pereira, que integra o Conselho do BCE, em um evento do Centro ‌Europeu de Economia e Finanças na Embaixada ‌de Portugal ⁠em Londres.

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"Isso ⁠não significa que isso não possa acontecer... É ⁠importante ‌para nós estarmos atentos, ‌e vamos acompanhar de perto exatamente isso nos próximos meses para ver se a inflação está se ⁠disseminando."

O BCE elevou as taxas de juros da zona do euro na semana passada pela segunda vez neste ano, e os ‌mercados financeiros estão precificando pelo menos mais três aumentos nos próximos 12 ⁠meses.

Pereira disse que o aumento nos preços do gás natural era um dos fatores que ele estava acompanhando mais de perto, acrescentando que o boom da IA e seu impacto no crescimento global e na inflação eram outro "choque" com o qual os banqueiros centrais estavam lidando.

"Há muitos riscos que certamente aumentaram nos últimos meses", disse ele.

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