A Caixa Econômica Federal e seus funcionários realizam uma nova rodada de negociação nesta quarta-feira para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho, enquanto a greve iniciada no dia 10 segue sem prazo para terminar. O principal impasse é o custeio do plano Saúde Caixa, contra o aumento da coparticipação dos bancários. Apesar de 54 reuniões e quatro propostas apresentadas pelo banco, a categoria exige maior aporte da estatal, que afirma buscar uma solução equilibrada para todas as partes.
RIO - A Caixa Econômica Federal marcou uma nova rodada de negociação com os funcionários da estatal para esta quarta-feira, 16. Os trabalhadores começaram uma greve na quarta-feira passada, 10, que segue sem data para terminar.
O encontro foi marcado para discutir a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados da Caixa. O principal impasse entre os bancários e a Caixa é o modelo de custeio do Saúde Caixa, o plano de saúde dos funcionários.
A categoria é contra as mudanças que elevam a parcela paga pelos empregados, aposentados e dependentes ao plano de saúde. A demanda dos sindicatos é que a Caixa amplie sua participação no financiamento.
A Caixa diz que o "banco segue imbuído na busca de uma solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira".
"Desde o início das negociações da campanha salarial, a Caixa manteve postura permanente de diálogo com as entidades representativas dos empregados, buscando a construção de uma solução equilibrada e sustentável para todas as partes", diz o banco.
Até o momento, foram realizadas 54 reuniões de negociação coletiva. O banco apresentou quatro propostas diferentes, incorporando, segundo a estatal, "avanços sucessivos e acolhendo diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados".