Países da UE fora da zona do euro ainda não estão prontos para aderir à moeda única, diz Comissão

24 jun 2026 - 10h50

Os cinco países da União ‌Europeia que ainda utilizam suas moedas nacionais, mas que são obrigados a adotar o euro em algum momento no futuro, não atendem aos critérios para adotar a moeda única neste momento, afirmou a Comissão Europeia em um relatório periódico divulgado nesta quarta-feira.

O euro é usado atualmente em 21 ⁠dos 27 países do bloco, por mais de 350 milhões de pessoas. A ‌cada dois anos, a Comissão elabora um relatório sobre a preparação dos países da UE que ainda utilizam moedas nacionais para aderir à ‌moeda única da UE.

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Suécia, Polônia, Hungria, Romênia, ‌República Tcheca e Dinamarca não utilizam o euro. A Dinamarca tem ⁠uma cláusula de exclusão formal, mas os demais países se comprometeram a adotar a moeda única ao ingressarem na UE.

No entanto, só poderão fazê-lo depois de cumprirem determinados critérios, que incluem inflação e taxas de juros baixas, moeda nacional estável, déficit orçamentário dentro dos limites da UE, dívida pública ‌inferior a 60% do PIB ou em queda em direção a esse nível ‌e legislação do banco ⁠central em conformidade ⁠com os requisitos do Banco Central Europeu.

Para governos que não desejam aderir ao euro ⁠por razões políticas internas, isso oferece ‌uma desculpa conveniente, e alguns ‌deliberadamente protelam o cumprimento dos critérios exigidos.

A Suécia e a República Tcheca atendem a todas as condições necessárias, exceto a inclusão de suas moedas nacionais no Mecanismo de Taxas de Câmbio II (ERM2) por dois ⁠anos para testar sua estabilidade. A adesão ao ERM2 é uma decisão do governo, que eles optam por não tomar.

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Ambos também optam por não ajustar suas leis relativas ao banco central para atender aos padrões do BCE.

A Romênia gostaria de adotar ‌o euro, mas está longe dos níveis exigidos de inflação baixa, déficit orçamentário, taxas de juros, estabilidade monetária ou compatibilidade jurídica, apesar de já ⁠atender ao critério da dívida.

A Polônia também cumpre a condição relativa ao nível de endividamento, mas não atende a todas as outras e, por motivos políticos, não tem pressa em mudar isso, pois não pretende adotar o euro tão cedo.

A última pesquisa do Eurobarômetro mostrou que apenas 43% dos poloneses queriam adotar o euro, em comparação com 65% dos romenos, 51% dos suecos e 42% dos tchecos.

Os húngaros se mostraram os mais entusiasmados com o euro, com 80% apoiando a adoção. Após uma mudança de postura que veio com o novo governo em abril, Budapeste afirmou que deseja aderir ao euro até 2030, mas economistas consideram essa meta ambiciosa dada a situação precária da economia húngara.

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