No São Paulo Innovation Week, o futuro do trabalho terá uma programação inédita sobre o que vem ganhando espaço nas empresas em meio ao avanço da inteligência artificial. Quem assina a curadoria são as especialistas Adriana Schneider e Michelle Schneider, referências nas discussões que envolvem o avanço da IA no trabalho. A trilha reúne executivos, pesquisadores e lideranças para discutir desde cultura organizacional até saúde mental, diversidade, o impacto da IA na carreira e novos modelos de trabalho.
O evento será realizado entre os dias 13 e 15 de maio na Arena Pacaembu e na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Assinantes do Estadão podem comprar ingressos com 35% de desconto: para adquirir o passaporte para os três dias. Não assinantes podem acessar este link.
Um dos eixos centrais da programação é a transformação pela qual as profissões devem passar com o avanço da IA. Com isso, a atuação humana também encara uma nova forma de trabalhar. Esse conceito surge na palestra de Adriana Schneider, que abre discussões sobre pertencimento e segurança psicológica nas organizações.
No painel, a executiva divide o palco com nomes como a pesquisadora Sara Wagner York, Ana Clara, executiva de RH, e Maíra Blasi, especialista em futuro do trabalho, com mediação de Taty Nascimento.
A proposta é discutir como o profissional e a construção de ambientes seguros deixam de ser apenas pautas separadas e viram estratégias de retenção de talentos.
Um dos grandes destaques do evento é o debate sobre liderança em tempos de IA. No talk show "Coragem para orquestrar futuros", o futurista Neil Redding e Jullian Oistone, especialista em liderança adaptativa e gestão de mudanças, participam de uma conversa sobre como os líderes devem deixar de controlar processos para aprender a integrar humanos, inteligência artificial e novas formas de trabalho. A mediação é de Maira Nisi.
A discussão sobre liderança também se estende em diferentes formatos ao longo da programação. No painel "Liderança de dentro para fora", nomes como Jorge Brivilati, CEO da Bamboo Data, e o empresário Claudio Thebas abordam o papel do autoconhecimento e da autenticidade na gestão de equipes diversas. Já em "Liderança ativista", Alexandra Söderberg, cofundadora da Naveia, e Cíntia Moreira discutem decisões éticas e o posicionamento das empresas diante de dilemas contemporâneos.
O especialista Alexandre Pellaes participa da programação com uma palestra sobre novos modelos de gestão. Ele aborda como autonomia e confiança vêm substituindo estruturas hierárquicas tradicionais.
Saúde mental, negócios e diversidade
A programação também reflete uma preocupação crescente com saúde mental e bem-estar no ambiente corporativo. No painel "Parentalidade, autocuidado e vínculos humanos", especialistas como Ivana Moreira, diretora do Mind Dash, discutem como questões pessoais, historicamente deixadas de lado no ambiente profissional, tornaram-se centrais para a produtividade e a sustentabilidade das carreiras.
Essa discussão ainda se aprofunda em sessões como "A coragem da desimportância", em que Adriana Schneider propõe uma reflexão sobre o excesso de performance, seguida por uma vivência conduzida por Thais Requito, fundadora do Emerge Lab.
Já o talk show "Inovação vital", com mediação de Jair Moggi, diretor da Adigo, explora como a criatividade e a resiliência podem ser úteis para uma gestão da saúde corporativa.
A trilha também dedica espaço à diversidade e à inclusão como motores de inovação. No painel "Potencializando diferenças", Eliane Leite Alcantara, CEO da Uzoma Diversidade, e Dirlene Silva, CEO da DS, discutem como romper barreiras estruturais dentro das organizações. Quem também integra a lista de palestrantes é Carolina Ignarra, CEO da Talento Incluir.
A diversidade sob uma perspectiva cognitiva será apresentada no encontro entre a atriz Maria Ribeiro e Patrizia Landi, head do hub de cultura e inovação da Globo, que exploram como diferentes formas de pensar impulsionam a inovação e ampliam a capacidade de criação de futuros.
Outro destaque é a conexão entre trabalho e impacto social. No painel "Capital que transforma", lideranças como Ticiana Rolim, presidente da Somos Um, e Dilma Campos, CEO da Nossa Praia, discutem como direitos humanos podem ser incorporados às estratégias de negócios.
Já em "Inteligência social", Jandaraci Araújo discute como mobilizar equipes a partir de cultura de cuidado coletivo e inteligência emocional.
A programação inclui ainda conversas menos tradicionais no mundo corporativo, como o papel da ancestralidade e da inteligência coletiva na construção de ambientes de trabalho mais saudáveis. No painel "Inteligência ancestral", Ubiraci Pataxó e Rodrigo Borges, sócio da RSBO, propõem a integração de saberes originários às práticas organizacionais.
O SPIW contará com a participação de nomes renomados nas áreas como Silmara Pereira, mentora de carreira e liderança, Renata Rivetti, especialista em felicidade corporativa, Allan Pscheidt, CEO da AP, Patrícia Procópio, diretora da Hexagon Mining para América Latina, Ligia Zotini, pesquisadora, Christian Orglmeister, membro do conselho da Mills, Camila Bruzzi, presidente e cofundadora da CoPai, Amanda Graciano, conselheira do Pacto Global da ONU e mais.