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Ministros sinalizam que Brasil poderia proibir exportação de níquel para agregar valor

5 nov 2026 - 19h30
Resumo
O governo federal avalia a possibilidade de proibir a exportação de níquel bruto para estimular a indústria de transformação nacional e agregar valor à cadeia produtiva, nos moldes do que fez a Indonésia. A medida foi sinalizada por ministros durante a primeira reunião do Cimce, que definiu uma lista de 27 minerais prioritários para receber incentivos da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, visando atrair investimentos fabris e garantir segurança jurídica ao setor mineral.

O Brasil poderia em algum ‌momento proibir a exportação de níquel bruto, como fez a Indonésia, conforme novas políticas brasileiras buscam agregar valor na mineração no país, indicaram ministros do governo Lula nesta quinta-feira, durante a primeira reunião do Conselho Nacional de Minerais ⁠Críticos e Estratégicos (Cimce).

A fala das autoridades aconteceu no dia em ‌que o governo federal definiu uma lista de 27 minerais críticos e estratégicos que terão acesso prioritário a instrumentos ‌de incentivo previstos na recém-criada Política ‌Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE).

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O conselho definiu ⁠três classes de minerais como prioridade para recebimento de incentivos, com base em critérios como riscos geopolíticos, concentração global da produção, potencial de substituição e posição do Brasil na cadeia produtiva, entre outros.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio ‌e Serviços, Márcio Elias Rosa, a definição dessas classes vai ‌permitir ao governo ⁠construir políticas de ⁠apoio ao financiamento, mas permitir controles sobre a produção.

"A Indonésia, em ⁠determinado momento, proibiu a ‌exportação do níquel e ‌foi capaz de atrair a indústria de transformação para o seu território, como imagino que vamos fazer", afirmou Rosa, em reunião com autoridades e o presidente Luiz Inácio ⁠Lula da Silva.

Questionado por jornalistas após a reunião, Rosa negou que uma eventual proibição a exportações possa afastar investidores.

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Segundo ele, a nova política é "porta de entrada de investimentos com segurança jurídica".

O ministro ‌de Minas e Energia, Alexandre Silveira, foi na mesma linha. Ele também deu o exemplo da Indonésia, lembrando que, ⁠antes de estabelecer sua política mineral e de travar uma disputa na Organização Mundial do Comércio, o país asiático exportava grande parte do mineral para a China.

"A Indonésia produz 60% do níquel mundial e ela era mera exportadora do níquel para China", disse Silveira. "Ela ganhou na OMC uma disputa com China...e hoje a maior fábrica de bateria da CATL, que é uma indústria chinesa, está implantada na Indonésia."

Segundo ele, "o espírito da lei é que desenvolva a cadeia (produtiva) no Brasil".

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