Minério de ferro cai à medida que margens das usinas pioram e estoques aumentam

2 set 2026 - 09h39
Resumo
Os contratos futuros de minério de ferro recuaram nas bolsas de Dalian e Cingapura, pressionados pelo aumento nos custos do carvão de coque, que reduz as margens das siderúrgicas. O mercado enfrenta um cenário de oferta abundante e demanda fraca, impulsionado pelo crescimento dos estoques e embarques da Austrália e do Brasil, além do anúncio de paradas para manutenção em diversas usinas chinesas.

‌Os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta quarta-feira, à medida que o aumento dos custos do carvão de coque continuou a pressionar as margens das siderúrgicas e o crescimento dos ⁠estoques portuários evidenciou o cenário de oferta ‌abundante.

O contrato de minério de ferro para janeiro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de ‌Dalian (DCE) na China  foi negociado com ‌queda de 1,11%, a 714 iuanes (US$106,20) ⁠por tonelada.

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A referência de minério de ferro para outubro  na Bolsa de Cingapura perdia 1,8%, para US$97,55 por tonelada.

Os preços do carvão de coque estão corroendo os lucros das siderúrgicas e continuam ‌a ditar a direção do mercado no curto ‌prazo, afirmaram analistas ⁠da ⁠corretora chinesa GF Futures em nota divulgada na quarta-feira.

As principais ⁠usinas de coque ‌anunciaram uma quarta ‌rodada de aumentos no preço do coque, de 100 a 110 iuanes por tonelada, em 1º de setembro, com algumas usinas em ⁠Hebei e Tianjin já aceitando os aumentos, de acordo com dados da consultoria Mysteel.

Os estoques de minério de ferro nos sete principais portos da Austrália e ‌do Brasil aumentaram 1,33 milhão de toneladas em relação à semana anterior, chegando a 14,74 milhões ⁠de toneladas na semana encerrada em 30 de agosto, o segundo maior nível desde o terceiro trimestre, segundo dados da Mysteel.

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Os embarques da Austrália e do Brasil estão entrando em uma recuperação sazonal e apontam para um padrão de oferta fundamentalmente forte e demanda fraca, afirmaram analistas da corretora Guoyuan Futures em nota divulgada na quarta-feira.

Desde agosto, 17 siderúrgicas chinesas anunciaram paradas para manutenção, de acordo com estatísticas da Mysteel.

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