Chevron amplia aposta na Venezuela com plano de US$7 bi para dobrar a produção em cinco anos

2 set 2026 - 09h40
Resumo
A Chevron investirá mais de US$ 7 bilhões para dobrar sua produção de petróleo na Venezuela, alcançando cerca de 600 mil barris diários em cinco anos. A iniciativa amplia as joint ventures com a estatal PDVSA sob termos fiscais e jurídicos mais vantajosos, impulsionada pela abertura do setor promovida pelos EUA. Presente há cem anos no país, a petrolífera norte-americana expande suas operações no Cinturão do Orinoco, mantendo custos de produção abaixo de US$ 20 por barril.

A Chevron investirá mais de US$7 bilhões para ‌dobrar sua produção de petróleo bruto na Venezuela para cerca de 600 mil barris por dia nos próximos cinco anos, como parte de um plano para expandir as joint ventures com a estatal PDVSA após uma reforma no setor energético.

A expansão da gigante petrolífera norte-americana, anunciada nesta quarta-feira, ⁠é o resultado de vários meses de negociações conduzidas separadamente do anúncio de ‌Washington sobre um acordo sem precedentes para assumir o controle majoritário de cerca de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo da ‌Venezuela.

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A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo ‌do mundo, mas anos de má gestão, corrupção, subinvestimento e ⁠sanções dos EUA enfraqueceram gravemente seu setor petrolífero.

A produção atingiu um pico de mais de 3 milhões de barris por dia no final da década de 1990, antes de cair drasticamente. Nos últimos meses, tem ficado em torno de 1,1 milhão a 1,2 milhão de bpd.

O acordo ampliado da ‌Chevron lhe confere o direito sobre quase metade dessa produção. Recentemente, a empresa ‌tem produzido cerca de ⁠290 mil barris ⁠por dia de petróleo bruto, todos exportados para os EUA.

Os acordos oferecem melhores condições fiscais, ⁠comerciais e jurídicas e incluem áreas ‌adicionais no Cinturão do ‌Orinoco, na Venezuela, informou a Chevron.

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EUA IMPULSIONAM INVESTIMENTOS EM ENERGIA

Após a captura e destituição do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, promoveu um plano de reconstrução de US$100 ⁠bilhões para o setor energético da Venezuela, instando as empresas petrolíferas americanas a investirem no país.

Embora as operações da Chevron na Venezuela tenham continuado ininterruptas por pelo menos 100 anos, outras produtoras de petróleo, como a ExxonMobil e a ConocoPhillips, permaneceram à ‌margem.

Ambas as empresas deixaram o país em 2007, quando seus ativos foram nacionalizados pelo governo anterior do presidente Hugo Chávez.

A Chevron afirmou que o ⁠investimento apoiaria o crescimento da produção em suas três joint ventures venezuelanas, que aumentaram a produção em 15% até agora neste ano. Os custos totais devem permanecer abaixo de US 20 por barril, informou a empresa.

A Chevron atua na Venezuela desde 1923 e possui três joint ventures no país. A Petroindependencia e a Petropiar operam no Cinturão do Orinoco, enquanto a Petroboscan opera no oeste do estado de Zulia.

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A ampliação da área de exploração e as melhores condições garantem à Chevron uma posição mais forte na Venezuela, à medida que a gigante petrolífera norte-americana busca aumentar a produção a partir dos vastos recursos de petróleo extra-pesado do país.

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