O jeito de empreender está mudando rápido. Em vez de grandes escritórios e equipes cheias, muitos negócios nascem digitais, com processos online e tarefas automatizadas desde o primeiro dia. Ferramentas de IA, antes restritas a grandes empresas, hoje ajudam qualquer pessoa a fazer pesquisa de mercado, criar marca, escrever textos, montar peças de marketing e organizar o financeiro. Isso deixa a entrada no empreendedorismo mais barata e acessível, especialmente para quem começa sozinho ou com poucos recursos.
Essas facilidades impulsionam o que especialistas chamam de negócios “AI‑first”. São empresas que já surgem com assistentes virtuais atendendo clientes, bots respondendo e‑mails, sistemas sugerindo preços e campanhas, e dashboards ajudando a tomar decisões diárias. Em vez de contratar vários profissionais, o empreendedor combina um time pequeno com um conjunto de ferramentas digitais que assumem tarefas repetitivas, liberando tempo para foco em estratégia e relacionamento com o cliente.
No dinheiro, o cenário também mudou. Investidores de risco tradicionais continuam ativos, mas estão mais seletivos e exigindo resultados concretos antes de liberar grandes cheques. Com isso, muitos fundadores deixam de depender apenas de capital de risco e passam a combinar várias alternativas: financiamento coletivo, linhas de crédito específicas para pequenos negócios, empréstimos baseados em receita futura e programas de aceleração que trocam apoio por uma fatia menor da empresa. Essa mistura permite crescer com mais controle e menos pressão externa.
Essa diversificação abre espaço para perfis que antes ficavam de fora do jogo. Profissionais fora dos grandes centros, empreendedores de periferia, mulheres e grupos minorizados passam a acessar capital por meio de plataformas digitais, comunidades de investidores e programas focados em diversidade. Relatórios sobre tendências de 2026 apontam que negócios locais, projetos de impacto social e empresas voltadas a problemas reais das cidades conseguem levantar recursos diretamente com quem acredita na causa.
Outra transformação forte é a ascensão do solopreneur, o empreendedor solo. Guias e análises projetam que 2026 consolida essa figura: pessoas que, com notebook, internet e um pacote de ferramentas de IA, tocam um negócio quase inteiro sozinhas. Esses empreendedores atuam muito em nichos específicos — como infoprodutos, consultoria, conteúdo, bem‑estar, pets e educação — e usam IA para fazer desde o planejamento até o pós‑venda. Matéria da Fast Company já discute quando veremos a primeira startup bilionária comandada por um único fundador apoiado por automação.
Para micro e pequenas empresas, o movimento vai além da tecnologia: propósito e proximidade com o público viram trunfos importantes. O International Council for Small Business destaca que negócios de bairro, empresas lideradas por mulheres e micro‑multinacionais que nascem globais pela internet ganham força ao combinar identidade local com alcance digital. Em um mundo em que quase tudo pode ser automatizado, estudos apontam que autenticidade, atendimento humano de qualidade e impacto social claro pesam cada vez mais na decisão de compra.
*Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e revisão humana.