Mercados respiram com avanço entre EUA e Irã, mas cautela segue com inflação

Durante o final de semana, Donald Trump ameaçou novos ataques

22 jun 2026 - 10h32
Resumo
Apesar do avanço diplomático, o cenário permanece marcado por tensões na região após o Irã voltar a restringir o Estreito de Ormuz no fim de semana, enquanto Donald Trump manteve a ameaça de retomar ataques contra o país. As negociações, no entanto, já criaram mecanismos para reduzir os confrontos entre Israel e Hezbollah, no Líbano.
Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão e Donald Trump
Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão e Donald Trump
Foto: White House

Os mercados iniciam a semana acompanhando os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã, que deram um primeiro passo em direção a um possível acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. Após a primeira rodada de conversas técnicas na Suíça, encerrada na madrugada desta segunda-feira (22), mediadores do Paquistão e do Catar afirmaram que houve “avanços encorajadores” e que as partes estabeleceram um roteiro para buscar um entendimento definitivo em até 60 dias.

Apesar do avanço diplomático, o cenário permanece marcado por tensões na região após o Irã voltar a restringir o Estreito de Ormuz no fim de semana, enquanto Donald Trump manteve a ameaça de retomar ataques contra o país. As negociações, no entanto, já criaram mecanismos para reduzir os confrontos entre Israel e Hezbollah, no Líbano, além de uma linha direta de comunicação para preservar a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz.

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A possibilidade de redução dos riscos sobre o fornecimento global de energia pressionou os preços do petróleo nesta segunda-feira. O Brent recuava 2,22%, negociado a US$ 78,78 por barril, enquanto o WTI caía 1,24%, para US$ 74,91.

No exterior, as bolsas operam em ritmo misto. Na Europa, os investidores dividem atenção entre o avanço das negociações entre EUA e Irã e a crise política no Reino Unido após a renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer, que abre espaço para que o sétimo chefe de governo em pouco mais de uma década. Na Ásia, os índices fecharam majoritariamente em alta, impulsionados pelo desempenho de empresas ligadas à inteligência artificial. O destaque ficou para ações de tecnologia, como SoftBank Group, que avançou 1,87% e Tokyo Electron, com alta de 3,24%.

No Brasil, o foco dos investidores está voltado aos próximos sinais do Banco Central após o Copom reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. A ata da reunião, prevista para esta terça-feira (23), e o Relatório de Política Monetária (RPM), divulgado na quinta-feira (25), são aguardados para esclarecer a estratégia da autoridade monetária para os próximos meses.

Embora o corte já fosse amplamente esperado pelo mercado, a comunicação do BC trouxe incertezas ao indicar uma possível abertura para novas reduções de juros, mesmo diante de uma inflação acima da meta, expectativas ainda desancoradas e uma atividade econômica mais resistente. 

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