MBRF vê cenário favorável para grãos do Brasil, sem impacto imediato de "choque" de fertilizantes

19 mar 2026 - 11h33

A empresa ‌de alimentos MBRF, uma das maiores compradoras de soja e milho do Brasil para a produção de ração aos seus produtores integrados de frangos e ⁠suínos, avalia que o cenário para ‌safras brasileiras em 2026 segue favorável, disse nesta quinta-feira o diretor ‌vice-presidente de Finanças e ‌de Relações com Investidores, José ⁠Ignácio Scoseria Rey.

Em teleconferência de resultados trimestrais, ele afirmou que o Brasil deverá voltar a ter uma colheita de milho acima de 130 milhões de ‌toneladas, similar à produção do ano ‌passado, confiando nas ⁠condições ⁠climáticas para a segunda safra, que ainda está ⁠em plantio.

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Com ‌relação à soja, ‌ele citou estimativa de uma produção recorde de cerca de 180 milhões de toneladas.

"De forma geral, o ⁠cenário de grãos está muito positivo", disse o executivo.

Com relação a eventuais impactos do custo dos fertilizantes nitrogenados pela guerra ‌no Irã, o diretor comentou que ele não é imediato para a ⁠produção de grãos.

Poderia haver algum problema se o conflito no Golfo Pérsico, por onde transitam importantes volumes de fertilizantes, acabar se estendendo.

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"Tem tempo para isso, o choque (de preço) nos fertilizantes não deverá impactar a produção no curto prazo", afirmou.

Sobre custos de petróleo e impactos no frete, ele disse que isso também dependerá da duração do conflito.

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