O advogado Marcelo Gasparino, conselheiro independente da Vale e vice-presidente do conselho de administração da mineradora, informou nesta segunda-feira, 27, ter enviado sua carta de renúncia ao colegiado. O anúncio acontece poucos dias após o conselho pedir a sua destituição, que precisaria ser confirmada em assembleia, devido ao vazamento de informações confidenciais abordadas em reunião do órgão em 19 de junho de 2026. O pedido de destituição de Gasparino uniu a maioria dos conselheiros.
"Em razão de que, nas comunicações anteriores, eu preferi não me manifestar, informo que nesta manhã encaminhei Carta de Renúncia ao Conselho da Vale", escreveu Gasparino, em nota.
Conforme divulgado em fato relevante pela mineradora, a infração ética do conselheiro foi formalmente confirmada após uma auditoria conduzida por um escritório de advocacia externo e independente, configurando uma quebra direta da Política de Gestão de Desvios de Conduta da companhia.
O pedido de destituição de Gasparino foi feito no mesmo dia em que uma assembleia geral extraordinária que sacramentou a substituição de Daniel Stieler, ex-presidente do colegiado, pela executiva Ieda Yell. Na presidência do colegiado, Stieler foi substituído pelo conselheiro independente Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, o Ollie.
A disputa começou quando o fundo de pensão Previ, um dos principais acionistas da Vale, pediu a destituição de Stieler, que o representava no colegiado. Apesar de ter sido indicado no governo Jair Bolsonaro, Stieler não só havia se mantido no conselho, como havia galgado posições até chegar ao comando