Maior parte da navegação pelo Estreito de Ormuz segue paralisada apesar de promessa dos EUA

4 mai 2026 - 11h25

Não houve sinais de aumento ‌no tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz nesta segunda-feira, um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito que o país começaria a agir para liberar a navegação.

Apenas um navio-tanque -- um transportador de gás liquefeito de petróleo (GLP) sancionado e do tipo "handy-sized" --, alguns navios de carga e um navio ⁠de instalação de cabos passaram pelo Golfo de Omã nesta segunda-feira, mostraram os dados ‌do MarineTraffic.

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Nenhum navio-tanque ou outra embarcação comercial foi visto fazendo fila para transitar, e o grupo de navegação alemão Hapag-Lloyd disse que o trânsito de ‌suas embarcações continuava impossível devido à falta de ‌clareza sobre os procedimentos de passagem segura.

O Comando Central dos EUA ⁠disse que começaria a ajudar a restaurar a liberdade de navegação através do estreito nesta segunda-feira, enquanto continuava seu bloqueio aos portos iranianos.

O setor de transporte marítimo não recebeu nenhuma orientação sobre a operação dos EUA e sua intenção, enquanto a situação geral de segurança permaneceu inalterada, disse a associação de transporte ‌marítimo Baltic and International Maritime Council (Bimco).

"Sem o consentimento do Irã para permitir que os ‌navios comerciais transitem com segurança ⁠pelo Estreito de ⁠Ormuz, atualmente não está claro se a ameaça iraniana aos navios pode ser reduzida ou ⁠suprimida", disse o diretor de segurança ‌e proteção da Bimco, Jakob ‌Larsen. A associação fornece alertas de segurança para o setor.

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Centenas de embarcações comerciais e até 20.000 marítimos não puderam transitar pela hidrovia como resultado da guerra no Irã, informou a Organização Marítima Internacional.

O Centro Conjunto de Informações ⁠Marítimas, liderado pelos EUA, disse que o nível de ameaça à segurança no estreito permaneceu "crítico", aconselhando os marinheiros a considerarem a possibilidade de seguir pelas águas territoriais de Omã ao sul do esquema de separação de tráfego.

O centro descreveu as missões dos EUA como "defensivas" ‌e disse que combinaria esforços diplomáticos com coordenação militar.

O Irã, por sua vez, advertiu a Marinha dos EUA a não entrar no Estreito de Ormuz e ⁠disse que as embarcações comerciais precisariam coordenar qualquer passagem com seus militares. O país também divulgou um novo mapa descrevendo o que disse ser a área de controle do Irã.

O Paquistão afirmou que todos os 22 membros da tripulação do navio de contêineres de bandeira iraniana Touska, que foi abordado e apreendido pelas forças dos EUA no mês passado, foram evacuados para o território paquistanês e voltariam para casa.

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O navio também será devolvido aos seus proprietários após reparos, disse o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, chamando a ação de "medida de construção de confiança".

O bloqueio naval dos EUA imposto aos portos iranianos em 13 de abril também reduziu as exportações de petróleo de Teerã.

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