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Lucro do Morgan Stanley cresce com impulso de M&A; e trading

15 jul 2026 - 09h15

O Morgan Stanley  reportou nesta quarta-feira um aumento ‌no lucro do segundo trimestre, impulsionado pela forte atividade de fusões e aquisições (M&A), enquanto a incerteza macroeconômica levou a uma receita recorde na área de trading no banco de investimentos.

O lucro líquido somou US$5,58 bilhões, ou US$3,46 por ação, nos três meses encerrados em 30 de junho, ante US$3,54 ⁠bilhões, ou US$2,13 por ação, no mesmo período do ano anterior.

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A receita da ‌divisão de banco de investimento do Morgan Stanley saltou para US$2,44 bilhões, ante US$1,54 bilhão um ano antes, impulsionada pelo aumento das taxas de ‌assessoria em fusões e aquisições.

Um ambiente regulatório ‌mais favorável e mercados acionários aquecidos ajudaram executivos de diversos setores ⁠a buscar grandes transações, gerando um forte aumento nas receitas de assessoria de bancos de investimento.

Megaoperações ajudaram a elevar o valor total anunciado de fusões e aquisições para US$2,8 trilhões nos primeiros seis meses do ano, alta de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior e o maior ‌volume para um primeiro semestre desde o início da série histórica da LSEG, ‌em 1980.

Entre as transações ⁠de destaque do ⁠trimestre, o banco atuou como assessor financeiro no acordo da Fertitta Entertainment para adquirir a ⁠Caesars Entertainment, em uma operação avaliada ‌em US$17,6 bilhões.

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O Morgan Stanley ‌também foi coordenador líder da estreia recorde de mercado da SpaceX, de Elon Musk, avaliada em US$2 trilhões, uma oferta pública inicial  histórica que fez parte da recuperação da atividade de IPOs nos Estados ⁠Unidos.

O banco foi ainda coordenador líder do bem-sucedido IPO da fabricante de chips Cerebras em Nova York e atuou como coordenador conjunto da oferta de ações da Alphabet anunciada no mês passado.

GESTÃO

A receita da divisão de gestão de patrimônio do Morgan Stanley subiu para ‌um recorde de US$8,9 bilhões no trimestre, ante US$7,8 bilhões um ano antes, reforçando a dependência do banco dessa unidade para compensar eventuais oscilações ⁠nos negócios de trading e banco de investimento.

O banco atribuiu o desempenho à forte arrecadação de taxas de administração de ativos, à robusta atividade dos clientes e ao aumento da receita líquida de juros.

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Os ativos totais de clientes nas áreas de gestão de patrimônio e gestão de investimentos atingiram um recorde de US$10 trilhões no segundo trimestre, alcançando uma meta importante estabelecida pelo banco há vários anos.

A receita líquida total somou US$21,35 bilhões nos três meses encerrados em 30 de junho, ante US$16,79 bilhões no mesmo período do ano anterior.

O banco também reportou que a receita de trading com ações avançou mais de 69%, para US$6,3 bilhões.

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