Lucro do Fleury cresce 12% no 1º tri; receita aumenta 10%

7 mai 2026 - 18h14

O Fleury registrou lucro líquido de R$201,2 milhões ‌no primeiro trimestre, alta de 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, em desempenho acima de previsões de analistas. 

Estimativas compiladas pela LSEG apontavam lucro líquido de R$192,5 milhões para grupo de medicina diagnóstica. 

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A receita bruta subiu 10,1%, a R$2,4 bilhões, com a marca Fleury entre os destaques, com expansão de 12,1%, para R$621,2 milhões. No ⁠todo, as unidades de atendimento apresentaram crescimento de 15,1% na receita, sendo 11,8% orgânico, para R$1,7 ‌bilhão.

De acordo com a presidente-executiva do grupo, Jeane Tsutsui, tal desempenho reflete a diferenciação dos serviços oferecidos pela empresa, mas há também um efeito do cenário macro, notadamente o nível ‌de emprego formal no país e do envelhecimento e ‌maior conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde.

No primeiro trimestre, o grupo ⁠realizou 4,4 milhões de atendimentos, alta de 18,6% ano a ano, e a realização de 47,5 milhões de exames, acréscimo de 17,8%.

O balanço ainda mostrou incremento de 5,5% na receita da unidade de negócio que faz processamento de exames em hospitais e para laboratórios de diagnósticos em todo o país, a R$506,5 milhões, enquanto o faturamento da divisão novos elos, que ‌oferece serviços como infusão de medicamentos, ortopedia, oftalmologia, centro cirúrgico ambulatorial, medicina reprodutiva, encolheu 12,8%, para ‌R$194 milhões.

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O lucro antes de juros, ⁠impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ⁠totalizou R$606 milhões, alta de 10,7% na base anual, com a margem nessa linha quase estável ano ⁠a ano, a 27,3%.

A companhia registrou no período ‌uma geração de caixa de R$264,6 ‌milhões, queda de 17,9%, relacionada a efeito sazonal, dado que há uma concentração de pagamentos nos primeiros três meses do ano, especialmente associados ao PLR e às despesas típicas do período, como IPTU.

As despesas operacionais em relação à receita passaram a 11,7%, ⁠de 11,9% um ano antes. Os custos dos serviços prestados, por sua vez, passaram de 71,6% para 71,7% nessa mesma comparação. 

O resultado financeiro da companhia ficou negativo em R$115,1 milhões ante desempenho negativo de R$103,4 milhões no primeiro trimestre de 2025, com o diretor de finanças do Fleury, José Antonio Filippo, citando juros ‌mais elevados.

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A dívida líquida cresceu 12,7% ano a ano e 4,3% no trimestre, mas o índice de alavancagem medido pela dívida líquida/Ebitda permaneceu em 1 vez. 

Tsutsui reiterou a estratégia do grupo ⁠que combina crescimento orgânico e inorgânico, com o foco maior em medicina diagnóstica. 

No mês passado, o Fleury decidiu encerrar as tratativas envolvendo uma potencial operação com a Porto Seguro e a Oncoclínicas.  

De acordo com a presidente-executiva do grupo de medicina diagnóstica, a Oncologia é uma área que, dado o envelhecimento populacional, tem uma tendência a crescer.

"Nós já temos uma atuação forte em medicina diagnóstica oncológica, ou seja, nós já temos o portfólio completo de diagnóstico em oncologia... Dentro desse contexto, nós chegamos a olhar a Oncoclínicas, foi um período muito curto. Nós entramos no dia 23 de março e no dia 13 de abril acabava o prazo para avaliarmos. Foi um prazo muito curto para você avaliar o ativo, então não seguimos", afirmou. 

"De uma maneira geral, continuamos olhando para oportunidades de M&A, mas mais voltados para a medicina diagnóstica", acrescentou.

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