O Brasil negociou em leilão nesta sexta-feira 501,3 MW em contratos para usinas de geração termelétrica, em certame destinado a térmicas a óleo diesel, óleo combustível e biodiesel, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
O leilão integra os objetivos do governo federal de reforçar a segurança do fornecimento de energia em meio ao crescimento de fontes renováveis e intermitentes na matriz elétrica.
A licitação desta sexta-feira complementa a realizada na quarta-feira, quando o governo negociou 19 GW em novos contratos para usinas de geração termelétrica a gás, carvão e hidrelétrica, no que se tornou a maior contratação já realizada pelo setor.
A receita fixa a ser obtida pelos seis empreendedores vencedores no leilão desta sexta-feira somou R$229,9 milhões.
Os montantes, assim como os totais do leilão anterior, serão custeados via encargo na conta de luz.
No leilão de quarta-feira, os custos somaram cerca de R$40 bilhões, o que gerou críticas de entidades de consumidores de energia, enquanto o governo afirma que os leilões de capacidade trarão mais eficiência ao sistema.
A Petrobras apareceu entre as vencedoras do leilão, com o empreendimento Canoas, a óleo diesel, além da Termoceará, com o mesmo combustível. Entre os vencedores também aparecem dois projetos a biodiesel.
Para óleo combustível e óleo diesel, foram negociados contratos com período de suprimento de três anos, iniciando em 1º de agosto de 2026 e 1º de agosto de 2027.
Para o biodiesel, foram contratos iniciando em 1º de agosto de 2030, com período de suprimento de dez anos.