Itaú BBA vê BTG pronto para um "amanhã melhor", recomenda aumentar posição e eleva preço-alvo

2 abr 2026 - 10h02

Analistas do Itaú BBA reiteraram a ‌recomendação "outperform" para as units do BTG Pactual e elevaram o preço-alvo para R$63, de R$58 anteriormente, conforme relatório com o título "Fortes durante a tempestade e prontos para um amanhã melhor", enviado nesta quinta-feira a clientes.

Pedro Leduc e equipe ⁠destacaram que, há apenas um mês, os papéis do ‌BTG, maior banco de investimentos da América Latina, estavam sendo negociados em novas máximas, acima de R$60, apoiados ‌por uma alocação relevante em ações ‌de mercados emergentes.

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De repente, acrescentaram os analistas, as ⁠tensões geopolíticas globais alimentaram temores inflacionários, e o risco associado aos mercados emergentes foi reduzido. A curva de juros local se inclinou e a perspectiva para o ciclo de afrouxamento monetário foi suavizada.

"As units do BTG corrigiram, mas ‌as revisões de lucro seguem positivas", afirmou a equipe do ‌Itaú BBA, reiterando ⁠o "outperform" e recomendando ⁠aumento de posição nos papéis, que fecharam a R$57,60 na véspera.

"Acreditamos ⁠que o papel deve ‌ter bom desempenho independentemente ‌do cenário. O BTG possui um histórico incomparável de geração de 'alpha' em mercados desafiadores, ao mesmo tempo em que está bem posicionado para capturar ganhos em ciclos ⁠de maior apetite a risco", argumentaram.

Eles também destacaram o potencial "oculto" de valorização pela atuação relevante do banco nos novos mercados de crédito consignado privado, bem como o lançamento recente da sua ‌própria plataforma de mercados preditivos, "posicionando-se na vanguarda do que pode se tornar um negócio relevante no Brasil".

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Os analistas também ⁠citaram que, à medida que a inadimplência no crédito corporativo começa a gerar preocupações, o BTG iniciou o ano bem provisionado, com forte histórico de recuperação, e os spreads se ampliaram -- "uma oportunidade para players com capacidade de balanço".

A equipe do Itaú BBA elevou as estimativas de lucro para 2026 e 2027 em 7% e 12%, respectivamente, para R$19,8 bilhões e R$22,7 bilhões. A projeção para o retorno sobre o patrimônio (ROE) passou de 23,7% para 24,5% em 2026 e de 22,4% para 24,1% em 2027.

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