O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou em fevereiro uma vez que a recuperação das importações compensou o forte crescimento das exportações, que aumentaram para um nível recorde, potencialmente mantendo o comércio como um peso para o crescimento econômico no primeiro trimestre.
O déficit comercial aumentou 4,9%, chegando a US$57,3 bilhões, informaram o Census Bureau e o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio nesta quinta-feira. Os dados de janeiro foram revisados para mostrar déficit de US$54,7 bilhões, em vez de US$54,5 bilhões conforme estimado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters previam um saldo negativo de US$ 61,0 bilhões em fevereiro.
O escritório e o Census Bureau ainda estão recuperando o atraso na divulgação de dados após a paralisação do governo no ano passado. Os dados comerciais continuam voláteis em meio a mudanças nas políticas.
Em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas do presidente Donald Trump, que ele adotou com base em uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais. Trump, no entanto, respondeu impondo uma tarifa global por até 150 dias.
Trump defendeu as tarifas como necessárias para lidar com o déficit comercial e reavivar a base industrial do país, embora 100.000 empregos em fábricas tenham sido perdidos desde janeiro de 2025.
Os economistas preveem que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que levou a restrições de transporte de produtos energéticos a fertilizantes através do Estreito de Ormuz, reduza os volumes de comércio.
As importações aumentaram 4,3%, chegando a US$372,1 bilhões em fevereiro. As exportações cresceram 4,2%, atingindo um recorde de US$314,8 bilhões.