Instalações petrolíferas da Venezuela não foram afetadas por ataque dos EUA, dizem fontes

3 jan 2026 - 09h55

A produção e o refino de petróleo da Venezuela, controlados pelo Estado, estavam operando normalmente no sábado e não sofreram nenhum ‌dano em um ataque dos EUA que retirou o presidente do país, ‌disseram duas fontes com conhecimento das operações da empresa de energia PDVSA.

As forças dos EUA capturaram o presidente Nicolás Maduro, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, depois de meses de pressão ‍sobre ele por acusações de tráfico de drogas e ilegitimidade no poder.

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O porto de La Guaira, próximo a Caracas, um dos maiores do país, mas que não é usado para ‌exportação de petróleo, teria sofrido graves danos, segundo ‌uma das fontes.

Em dezembro, Trump anunciou um bloqueio aos navios petroleiros que entram ou saem do país e os EUA apreenderam duas cargas de petróleo venezuelano.

Isso reduziu as exportações do país da Opep no mês passado para cerca de metade dos 950.000 barris por dia (bpd) que foram enviados em novembro, de acordo com dados de monitoramento e documentos internos.

As medidas dos EUA fizeram com que muitos proprietários de embarcações se afastassem das águas venezuelanas, o que aumentou rapidamente os estoques de petróleo e combustível da PDVSA.

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A PDVSA foi forçada a desacelerar as entregas nos portos e armazenar petróleo em navios-tanque para evitar cortes na produção de petróleo ou no refino.

O sistema administrativo da PDVSA também não ‌se recuperou totalmente de um ataque cibernético em dezembro que a obrigou a isolar terminais, campos de petróleo e refinarias de seu sistema central e a recorrer a registros escritos para continuar as operações.

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