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Instabilidade em NY atinge Ibovespa, que cai, influenciado também por aéreas

27 set 2019 12h05
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O Ibovespa bem que tentou dar andamento à alta da véspera, mas a maioria das bolsas de Nova York cai perto da estabilidade, apesar da expectativa de que autoridades dos EUA e da China têm uma data para retomar os negócios comerciais: 10 de outubro. Porém, as dúvidas sobre a possibilidade de impeachment do presidente norte-americano, Donald Trump, seguem no radar.

Além disso, o noticiário corporativo doméstico e a queda nas cotações do barril de petróleo em Nova York e em Londres limitam ganhos da Bolsa brasileira. A commodity cede após notícia de que a Arábia Saudita, que responde por 10% da produção mundial e sofreu um ataque em refinarias recentemente, fechou um acordo de cessar-fogo parcial da guerra no Iêmen.

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No entanto, Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM, pondera que essa possibilidade de acordo comercial sino-americana pode não ser para valer, resfriando as expectativas dos investidores. Em sua visão, o mercado continua atento ao comportamento da economia brasileira. "Por isso, o Ibovespa não consegue deslanchar", avalia.

Depois do entusiasmo com o Caged melhor que o esperado no oitavo mês do ano, hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou a taxa de desemprego do trimestre até agosto. O nível de desocupação ficou em 11,8%, igual ao do trimestre até julho e veio no teto das expectativas na pesquisa do Projeções Broadcast (11,5% a 11,8%, com mediana de 11,7%). No trimestre até agosto de 2018, contudo, a taxa fora de 12,1%.

O economista-chefe da Necton, André Perfeito, considera em nota que a melhora do mercado de trabalho está acontecendo, mas de maneira lenta e com uma composição pior. Conforme o IBGE, houve recuo na renda média real e o emprego por conta própria, por exemplo, alcançou recorde de 24,293 milhões de pessoas.

O investidor ainda acompanha os desdobramentos da 66ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta manhã, que apura lavagem de dinheiro praticada por doleiros e funcionários do Banco do Brasil, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF). Segundo a Polícia Federal, os investigados teriam atuado para empresas que tinham contratos com a Petrobras e precisavam de dinheiro em espécie para pagar propinas a agentes públicos.

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"Ainda é cedo para saber se a notícia terá impacto das ações e de que forma, sobretudo nos papéis do Banco do Brasil", cita uma fonte, acrescentando que acredita ser improvável as ações da Petrobras serem afetadas por isso, mas sim pelo recuo do petróleo.

No setor aéreo, o investidor acompanhará a compra de 20% da Latam pela aérea americana Delta Airlines, por US$ 1,9 bilhão, anunciada na noite da quarta-feira. A aquisição altera a estrutura do setor em termos globais. Primeiro, porque a Latam era parceira da American Airlines desde 2013 - e havia anunciado acordos que intensificavam essa parceria há três anos.

Depois, porque a Delta é dona de 9,4% no capital da Gol, sua principal concorrente no mercado brasileiro. As parcerias terão de ser refeitas e os acordos, modificados, informa o Estado de S. Paulo.

As ações do setor na B3 seguem entre as maiores perdas: GOL PN (-5,87%) e Azul (-1,5%). O Ibovespa cedia 0,12%, aos 105.248,75 pontos, pouco antes do fechamento deste texto.

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