Inflação do Reino Unido mostra primeiro impacto da guerra do Irã e sobe para 3,3%

22 abr 2026 - 08h10

A inflação britânica subiu para 3,3% em março na base anual, de 3,0% em fevereiro, de acordo com dados que mostram o primeiro impacto da guerra do Irã sobre os preços e ⁠que o Banco da Inglaterra teme que possa levar ‌a um retorno do problema da inflação persistentemente alta do país.

Os preços pagos pelas fábricas ‌por insumos aumentaram muito mais do ‌que o esperado, segundo os dados do ⁠Escritório de Estatísticas Nacionais também divulgados nesta quarta-feira.

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Economistas disseram que os aumentos - impulsionados em grande parte pelo combustível - provavelmente não pressionarão o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra a aumentar a taxa ‌de juros na reunião da próxima semana.

A principal questão ‌é se o ⁠salto nos ⁠preços da energia dará início a uma inflação mais ampla ⁠ou se a ‌fraqueza do mercado de ‌trabalho vai conter as demandas por salários mais altos e aumentos de preços por parte das empresas.

"Para o Banco da Inglaterra, o espectro da ⁠estagflação perseguirá os membros do comitê quando eles se sentarem à mesa na próxima semana", disse Danni Hewson, chefe de análise financeira da empresa de gestão de ‌fundos AJ Bell.

Os preços dos combustíveis dispararam 8,7% no mês, maior aumento desde junho de 2022, logo ⁠após a invasão da Rússia na Ucrânia, informou o escritório.

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Os dados mostraram que a inflação de serviços - que o banco central observa de perto como um sinal de pressões inflacionárias de longo prazo - subiu inesperadamente para 4,5%, de 4,3% em fevereiro.

No entanto, grande parte desse aumento deveu-se à alta nas tarifas aéreas, impulsionado pelo período do feriado da Páscoa.

O núcleo da inflação, excluindo os preços voláteis de alimentos, energia, álcool e tabaco, desacelerou para 3,1%, de 3,2% em fevereiro.

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