Economia da Alemanha provavelmente cresceu no 1º trimestre mas guerra do Irã pesa sobre perspectivas, diz BC

22 abr 2026 - 08h44

A economia da Alemanha ‌cresceu em um ritmo modesto no primeiro trimestre com impulso dos setores industrial e de serviços, mas os preços mais altos da energia e a incerteza sobre a guerra do Irã provavelmente pesarão sobre o trimestre atual, ⁠informou o banco central do país nesta quarta-feira.

A maior economia ‌da Europa está praticamente estagnada há três anos e a guerra do Irã está agora afetando as ‌expectativas do governo de que o ‌investimento em infraestrutura e defesa finalmente impulsionaria o ⁠crescimento.

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Embora a guerra já tenha afetado a confiança do consumidor no final do primeiro trimestre, o desempenho geral da economia não foi, em grande parte, afetado devido à força dos serviços relacionados a empresas, ao aumento das ‌vendas industriais e às exportações saudáveis, disse o Bundesbank ‌em um relatório mensal.

Mas ⁠os problemas ⁠estão se intensificando, acrescentou o banco.

"Olhando para o segundo trimestre, prevê-se ⁠apenas uma leve expansão, ‌na melhor das hipóteses", ‌disse.

"Os impulsos cada vez mais positivos da política fiscal mais expansionista devem fazer efeito", disse o banco central. "Por outro lado, espera-se que os efeitos da ⁠guerra no Oriente Médio sobrecarreguem a economia alemã de forma mais ampla e perceptível."

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A guerra do Irã aumentou os preços da energia, criou problemas na cadeia de oferta, aumentou a incerteza, ‌elevou as taxas de juros baseadas no mercado e piorou as perspectivas de exportação, disse o banco.

Para agravar os ⁠problemas, o consumo privado já estava enfraquecendo antes da guerra, e depois sofreu um claro golpe em março, quando os preços mais altos dos combustíveis reduziram o poder de compra das famílias.

"As expectativas de exportação e de negócios apontam para uma perspectiva mais moderada", disse o Bundesbank. "Isso provavelmente se deve não apenas ao peso dos custos mais altos de energia e às interrupções na cadeia de oferta, mas também às preocupações com a demanda global mais fraca na esteira da guerra no Oriente Médio."

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