Impasse sobre reforma da OMC pode levar alguns países a buscar outras opções para livre comércio

20 mar 2026 - 09h27

O ‌fracasso em traçar um caminho viável para a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC) em uma reunião na próxima semana levará os membros a buscar outras opções para estabelecer regras e ⁠promover o livre comércio, disseram diplomatas e autoridades ‌à Reuters.

A reunião de quatro dias dos ministros do Comércio da OMC em Yaoundé, capital ‌de Camarões, ocorre em um ‌momento crítico para o órgão sucessor ⁠do Acordo Geral de Tarifas sobre Comércio (GATT), lançado após a Segunda Guerra Mundial para governar o comércio mundial.

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As negociações também ocorrerão à sombra da guerra dos Estados Unidos e de Israel ‌contra o Irã, que interrompeu o fornecimento global ‌de energia e ⁠ameaça prejudicar ⁠seriamente a economia mundial.

A imposição de tarifas comerciais pelo presidente ⁠dos EUA, ‌Donald Trump, intensificou as ‌tensões comerciais globais, desafiando a relevância da OMC em meio a acordos multilaterais paralisados e uma paralisação de seis anos de seu ⁠mecanismo de solução de controvérsias.

A maioria dos membros da OMC quer uma reforma, mas está dividida sobre como chegar a um acordo sobre um roteiro, ‌de acordo com diplomatas e documentos internos vistos pela Reuters, e isso poderia levar as economias ⁠dependentes do comércio a buscar outras soluções.

"Nosso 'Plano A' é conseguir a reforma dentro do sistema da OMC, mas há muitos obstáculos", disse o ministro do Comércio da Suécia, Benjamin Dousa, acrescentando que o fracasso das negociações em Yaoundé incentivaria a União Europeia a "seguir um caminho paralelo".

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