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Iguatemi e Catuaí confirmam Hotel Four Seasons no Itaim Bibi com investimento de R$ 1 bilhão

Empresas encerram mistério sobre terreno cercado por tapumes quase na esquina da Faria Lima e anunciam que irão desenvolver no local um prédio de 26 andares, com dois blocos

5 nov 2026 - 18h39
(atualizado às 18h50)
Resumo
Iguatemi e Catuaí anunciaram a construção de um complexo de luxo no Itaim Bibi, em São Paulo, com aporte de R$ 1 bilhão. O projeto marca a estreia da Iguatemi na hotelaria e trará de volta a bandeira Four Seasons à capital paulista, combinando 104 quartos de hotel e residências exclusivas em um edifício de 26 andares. Com arquitetura assinada pelo premiado David Chipperfield, o empreendimento incluirá restaurantes, spa e lazer de alto padrão, tendo inauguração prevista para o fim de 2030.

Iguatemi e Catuaí encerraram o mistério e revelaram o que será erguido no terreno cercado por tapumes onde diversos imóveis vinham sendo demolidos entre as ruas Amauri e Jerônimo da Veiga, quase na esquina da Faria Lima, no Itaim Bibi, em São Paulo.

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As empresas anunciaram nesta quinta-feira, 5, que irão desenvolver no local um prédio de 26 andares, com dois blocos. O empreendimento terá um hotel de luxo da bandeira Four Seasons, com 104 quartos e 35 apartamentos residenciais mobiliados e com serviços.

No segundo bloco, serão dez apartamentos de 750 metros quadrados mais uma cobertura de 1,2 mil metros quadrados. No térreo do complexo, haverá três restaurantes, um bar, espaços para eventos, spa, piscina e academia.

A arquitetura será assinada pelo britânico David Chipperfield, vencedor do Prêmio Pritzker de 2023, que tem no currículo a sede da BBC na Escócia, o Museu Jumex, no México, e o Museu de Literatura Moderna, na Alemanha, entre outros.

O investimento total (terreno, obras e acabamento) será na ordem de R$ 1 bilhão. A Catuaí terá uma participação de 56%; e a Iguatemi, de 44%. O projeto está em fase de licenciamento, com a inauguração prevista para o segundo semestre de 2030.

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Há um mês, a Coluna da Broadcast noticiou que as duas empresas vinham comprando e demolindo edificações antigas para erguer um empreendimento no local, já contando com aprovação para um prédio de escritórios, além das tratativas para receber o Four Seasons.

Qual era a ideia inicial para o uso do terreno

O hotel foi confirmado, mas a laje corporativa acabou descartada, explicou o CEO da Catuaí Real Estate, Bruno Khouri, em entrevista. "A ideia inicial era de fazer um prédio corporativo butique, que está em linha com a vocação da região. Mas pensamos um pouco melhor no produto e entendemos que ainda há carência de opções de hospitalidade de luxo na cidade de São Paulo. Daí mudamos o projeto", disse.

A formação do terreno pela Catuaí ocorreu ao longo dos últimos cinco anos, por meio da compra e demolição de cinco imóveis diferentes nesse período. "Tentamos expandir o terreno o máximo possível", relata Khouri. O empresário se classifica como um "apaixonado" pela Rua Jerônimo da Veiga, onde há um trecho residencial bem arborizado, com restaurantes, bares e cafés, desembocando no eixo mais movimentado da Faria Lima. "É uma rua que vai da calmaria à confusão", brinca.

Terreno da Iguatemi e da Catuaí fica na Rua Jerônimo da Veiga, no Itaim, perto da Faria Lima
Terreno da Iguatemi e da Catuaí fica na Rua Jerônimo da Veiga, no Itaim, perto da Faria Lima
Foto: Circe Bonatelli/Estadão - 02/10/2026 / Estadão

O Grupo Catuaí pertence à família Khouri, de Londrina (PR), com atuação em construção e incorporação, além de deter uma gestora de investimentos imobiliários. O grupo tem negócios no Paraná, em São Paulo e no Rio, onde firmou a primeira parceria com o Four Seasons. A gestora comprou o antigo Hotel Marina Palace, no Leblon, que passará por reforma para receber a bandeira de luxo. "Ano passado, fizemos uma parceria com o Four Seasons no Rio. Este projeto em São Paulo é uma evolução natural do processo."

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O Four Seasons abriu sua primeira unidade brasileira em 2018, em São Paulo, no Parque da Cidade, ao lado da Marginal Pinheiros. Mas o negócio não contava com a pandemia, e acabou sendo desativado em 2021. Hoje, há um JW Marriott ali. Recentemente, o mercado hoteleiro no Brasil voltou a crescer, tanto para lazer quanto negócios, com ocupação e diárias em alta. Esse reaquecimento tem atraído novos investimentos.

Estreia no setor de hotelaria

Para a Iguatemi, tradicional no setor de shopping centers e prédios de escritórios, a adesão ao projeto representa a primeira investida de sua história no setor de hotelaria.

O ingresso no novo negócio começou pela proximidade das famílias Jereissati e Khouri. "Nossas famílias se conhecem e têm admiração mútua há mais de 30 anos. Foi uma aproximação natural que levou a avaliar oportunidades", conta o presidente do conselho da Iguatemi, Pedro Jereissati.

Ele acrescentou que, embora a empresa nunca tenha atuado em hotelaria, a estratégia do grupo consiste em ter "as melhores propriedades nas melhores localizações", o que comporta investimentos em setores relacionados com a atividade principal de shoppings.

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"É normal, dentro do nosso ponto de vista, avançar em algumas adjacências para fortalecer o portfólio. O core business (atividade central) ainda é o varejo e os shoppings. Mas, assim como temos torres de escritórios e outros projetos, não poderíamos deixar passar essa oportunidade", afirmou.

Segundo ele, o que justifica a investida é a relevância deste empreendimento em termos de localização, qualidade e bandeira, o que combina com seu cliente de alta renda que frequenta os shoppings da empresa nas redondezas da Faria Lima e da Avenida Juscelino Kubitschek.

O investimento não representa, necessariamente, que a Iguatemi abrirá uma vertical para hotelaria, ponderou. "Não entendemos que faremos grandes investimentos em hotelaria, com desenvolvimento em vários mercados. São Paulo é um caso que tem essa relevância para nós."

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