IGP-M sobe 0,52% em março com sinais de impacto da guerra contra o Irã no petróleo, diz FGV

30 mar 2026 - 08h41
(atualizado às 08h55)

O Índice ‌Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a subir 0,52% em março depois de ter recuado 0,73% no mês anterior, com sinais de impacto da alta do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio, ⁠informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

O ‌dado veio em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters e o índice ‌passou a acumular em 12 ‌meses deflação de 1,83%.

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O Índice de Preços ⁠ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, avançou 0,61% em março, depois de ter recuado 1,18% no mês anterior.

"O ‌IPA mantém-se sob forte influência da agropecuária, com ‌destaque para as ⁠contribuições ⁠de bovinos, ovos, leite, feijão e milho, que ajudaram a ⁠impulsionar a ‌aceleração do índice", disse ‌Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

"O subgrupo Produtos Derivados do Petróleo no IPA-M apresentou inflexão relevante na margem, ao passar de -4,63% ⁠em fevereiro para 1,16% em março ... Esse movimento está associado à elevação da percepção de risco sobre a oferta global de petróleo, diante da intensificação ‌do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, o que tem pressionado as cotações", completou.

Já o ⁠Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, avançou 0,30% em março, repetindo a taxa do mês anterior.

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O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 0,36%, de uma alta de 0,34% em fevereiro.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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