O faturamento do varejo brasileiro encolheu 3% em fevereiro ante o mesmo período do ano passado, descontada a inflação, cravando o nono mês seguido de retração, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), calculado pela empresa de pagamentos controlada por Banco do Brasil e Bradesco.
Em termos nominais, houve expansão de 0,4%, com crescimento de 0,8% no comércio físico, mas queda de 0,9% no segmento de e-commerce.
"Fevereiro manteve o varejo sob pressão, com retração real e crescimento nominal fraco diante de uma inflação mais elevada", disse o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves, no comunicado sobre os dados. "O cenário segue desafiador para o mercado de consumo brasileiro."
Ele acrescentou que consumo seguiu concentrado em itens essenciais, enquanto bens duráveis sentiram o impacto de um mês mais curto e marcado pelo Carnaval. Também destacou que o varejo físico ajudou a amenizar o resultado, e Turismo e Transporte se destacaram pelo aumento da mobilidade no período.
Descontada a inflação, todos os macrossetores apresentaram retração em fevereiro: o de Serviços registrou queda de 5,2%, o de Bens Não Duráveis caiu 0,4% e o de Bens Duráveis e Semiduráveis encolheu 7,5%.
Todas as regiões do país também registraram retração nas vendas em termos reais, com declínio de 5,4% no Norte, recuo de 5% no Centro-Oeste, queda de 4,5% no Sudeste, baixa de 4,3% no Sul e decréscimo de 3,7% no Nordeste.