BRASÍLIA - A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 subiu de 12,00% para 12,13%. Considerando só as 40 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também aumentou de 12,00% para 12,13%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50%, pela 56ª semana seguida. Considerando só as 38 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também permaneceu em 10,50%.
A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu 10,00%, pela 7ª semana consecutiva. Para 2029, a mediana permaneceu em 9,50%, pela 19ª leitura consecutiva.
Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.
"O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse a ata da decisão.
Inflação
A mediana para o IPCA de 2026 manteve-se em 3,91%. A taxa está 0,91 ponto porcentual acima do centro da meta, de 3,00. Há um mês, era de 3,97%. Considerando apenas as 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida oscilou de 3,91% para 3,92%.
A projeção para o IPCA de 2027 subiu levemente de 3,79% para 3,80%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 42 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 3,74% para 3,81%.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.
Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Copom, o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
No Focus desta segunda-feira, a projeção para o IPCA de 2028 manteve-se em 3,50%, pela 18ª semana seguida. Para 2029, também seguiu em 3,50%, mas pela 27ª semana seguida.
Dólar
A mediana para a cotação do dólar no fim de 2026 oscilou de R$ 5,42 para R$ 5,41. Há um mês, era de R$ 5,50. A projeção para a moeda no fim de 2027 seguiu em R$ 5,50, pela quinta semana seguida.
A moeda americana fechou 2025 cotada a R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.
Para o fim de 2028 e de 2029, as medianas também permaneceram em R$ 5,50 pela quarta e pela primeira semana consecutiva, respectivamente. Há um mês, a estimativa para o fim de 2029 era de cotação em R$ 5,57.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
PIB
A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 manteve-se em 1,82%. Um mês antes, era de 1,80%. Considerando apenas as 38 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa subiu de 1,85% para 1,87%.
O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 manteve-se em 1,80%, pela 10ª semana seguida. Considerando só as 32 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, caiu de 1,80% para 1,75%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 104ª e 51ª semana seguida, respectivamente.