Ibovespa renova recorde com apoio de Petrobras; Oriente Médio segue no foco

9 abr 2026 - 10h25
(atualizado às 11h28)

O Ibovespa renovou máxima ‌nesta quinta-feira, ultrapassando os 194 mil pontos pela primeira vez, em movimento puxado principalmente pelas ações da Petrobras, conforme os preços do petróleo voltaram a subir no mercado internacional dada a situação ainda tensa no Oriente Médio.  

Por volta de 11h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,16%, a 194.421,14 pontos. Na máxima até o momento, ⁠registrou 194.600,23 pontos, novo recorde intradia. O volume financeiro somava R$4,7 bilhões.

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De acordo com ‌a equipe da Genial Investimentos, o otimismo com o cessar-fogo entre EUA e Irã se desfaz diante de novas acusações de violação da trégua e disrupções persistentes no ‌Estreito de Ormuz. "O rali de alívio que tomou conta ‌dos mercados na véspera perdeu fôlego", afirmou a clientes. 

No exterior, o barril ⁠do petróleo sob o contrato Brent avançava 4,06%, a US$98,60, após tombo de mais de 13% na véspera. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, perdia 0,11%.

A bolsa paulista tem apresentado uma certa resiliência desde o começo da guerra no final de fevereiro. Apesar do desempenho negativo do Ibovespa em março, a bolsa ainda ‌registrou entrada líquida de capital externo, que persiste em abril, com saldo positivo de R$1,6 ‌bilhão até o dia 6.

DESTAQUES

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- ⁠PETROBRAS PN subia 3,78%, ⁠endossada pelo movimento do petróleo no exterior. Também no radar do setor está decisão liminar da ⁠Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendendo os ‌efeitos de imposto de exportação ‌de petróleo para Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol Sinopec. O governo afirmou que recorrerá da decisão. PRIO ON avançava 3,82%, BRAVA ENERGIA ON valorizava-se 2,72% e PETRORECONCAVO ON mostrava alta de 2,4%, tendo ainda como pano de fundo ⁠dados de produção de março.  

- SABESP ON avançava 2,9%. O diretor financeiro da companhia, Daniel Szlak, disse que a Sabesp deve investir cerca de R$20 bilhões em 2026, um crescimento de 31,6% sobre os R$15,2 bilhões investidos em 2025. A empresa já realizou 33% das metas de 2026 do ‌contrato de universalização de atendimento. E o presidente-executivo, Carlos Piani, disse que a empresa vai procurar antecipar o cumprimento de metas da concessão até antes de 2029.

- AXIA ⁠ENERGIA ON valorizava-se 1,89%, em pregão positivo no setor elétrico na B3, com o respectivo índice subindo 1,41%. 

- ITAÚ UNIBANCO PN mostrava acréscimo de 0,51% e SANTANDER BRASIL UNIT subia 0,67%, enquanto BRADESCO PN recuava 0,35% e BANCO DO BRASIL ON cedia 0,12%, em acomodação ao desempenho robusto da véspera. 

- VALE ON recuava 0,62%, com os futuros do minério de ferro na China atingindo uma mínima em mais de um mês, pressionados pelo aumento da oferta e pelas dúvidas sobre as perspectivas de demanda chinesa. O contrato mais negociado na bolsa de Dalian encerrou as negociações diurnas com queda de 2,53%, a 750 iuanes (US$109,78) a tonelada métrica, menor cotação desde 4 de março.

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