Ibovespa mostra fraqueza com Ambev entre pressões; Petrobras sobe 2%

16 abr 2026 - 11h56

O Ibovespa mostrava fraqueza nesta quinta-feira, com ‌Ambev e Embraer entre as maiores pressões de queda, enquanto Petrobras atuava como contrapeso em meio ao avanço do petróleo no exterior e expectativa para assembleia de acionistas.

Por volta de 11h20, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,53%, a 196.694,53 pontos, perto da mínima da sessão até o momento, após ter alcançado 198.586,57 pontos na máxima. O volume financeiro no pregão somava R$5,96 bilhões. 

Publicidade

Investidores também seguem monitorando a possibilidade de um acordo que ⁠encerre ou estenda a trégua no conflito no Oriente Médio, que começou com ataques dos Estados Unidos e de ‌Israel contra o Irã no final de fevereiro. 

Duas fontes iranianas afirmaram à Reuters que negociadores dos EUA e do Irã reduziram suas ambições de um acordo de paz abrangente e, em vez disso, estão buscando ‌um memorando temporário para evitar o retorno do conflito. 

Uma autoridade sênior ‌iraniana disse que os dois lados começaram a diminuir algumas lacunas, inclusive sobre como administrar o ⁠Estreito de Ormuz, uma rota vital para cerca de 20% da demanda de petróleo e gás do mundo, que está fechada para a maioria dos navios há semanas.

Em Nova York, o norte-americano S&P 500 perdia 0,15%, enquanto o pan-europeu STOXX 600 mostrava alta de 0,12%. 

Publicidade

No Brasil, o noticiário também destacava o IBC-Br, considerado um sinalizador do PIB, que registrou alta de 0,6% em fevereiro ante janeiro, acima da expectativa em pesquisa da ‌Reuters de acréscimo de 0,47%.

De acordo com o analista técnico Gilberto Coelho, da XP Investimentos, o Ibovespa está ‌em tendência de alta pelas médias ⁠de 21 e 200 dias, ⁠mas interrompeu a renovação de máximas históricas na véspera.

"A perda dos 198.000 (se confirmada no fechamento) sugere realizações de curto prazo ⁠na direção dos 192.500 ou 187.250", afirmou em relatório a ‌clientes, destacando que o "sinal de alta ‌seria retomado com um fechamento acima dos 199.350 projetando de 202.500 a 212.250" pontos.

DESTAQUES

• EMBRAER ON recuava 3,05%, no segundo pregão seguido de queda, após forte valorização recente, com a alta acumulada em abril ainda somando cerca de 8%.

Publicidade

• AMBEV ON caía 2,27%. Analistas do UBS BB cortaram a ⁠recomendação da ação para venda e reduziram o preço-alvo de R$15 para R$14,50. Eles avaliam que a relação risco/retorno nos níveis atuais está desfavorável, com viés de queda, e veem um desalinhamento crescente entre o perfil de crescimento dos lucros, o custo de capital no Brasil e valuation.

• ASSAÍ ON perdia 4,53%, tendo no radar divulgação pela Receita Federal de que está notificando cerca ‌de 3 mil empresas sobre adoção de práticas sem respaldo legal na apuração de créditos de PIS/Pasep e Cofins e que o órgão está buscando recuperar R$10 bilhões. A Receita não citou nomes, mas ⁠disse que o escopo das análises apontou maior incidência dessas situações no segmento supermercadista.

• VALE ON caía 0,5%, mesmo com o movimento positivo dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 3,1%, em meio à repercussão positiva de dados da segunda maior economia do mundo. A mineradora também divulga após o fechamento dados sobre produção e vendas no primeiro trimestre.

• PETROBRAS PN tinha alta de 2,03%, endossada pelo avanço do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent sendo negociado com acréscimo de 2,71%. Investidores também estão monitorando assembleia de acionistas da companhia que irá decidir sobre novo conselho de administração da estatal.

Publicidade

• BRADESCO PN subia 0,34%, destoando do viés negativo do setor, que mostrava ITAÚ UNIBANCO PN em baixa de 1,11%, BANCO DO BRASIL ON cedendo 1,68% e SANTANDER BRASIL UNIT com decréscimo de 1,23%. Investidores seguem atentos a potenciais medidas de crédito do governo para lidar com o elevado endividamento da população.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações