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Ibovespa fecha em queda com aversão a risco no exterior

23 jul 2026 - 17h07
(atualizado às 18h07)

O Ibovespa encerrou a ‌quinta-feira em queda, refletindo o clima de aversão a risco nos mercados globais após nova intensificação do conflito no Oriente Médio, que fez o petróleo voltar a operar acima dos US$100.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,46%, a 176.723,62 pontos. Na mínima, atingiu 176.293,25 pontos. Na máxima do dia, ⁠chegou a 177.895,77 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$21,04 bilhões.

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Em mais ‌um dia de escalada das tensões no Oriente Médio, os houthis do Iêmen - que são aliados do Irã - afirmaram ter atacado dois petroleiros sauditas no Mar ‌Vermelho, causando novas interrupções no abastecimento global após ‌a interrupção quase total do tráfego pelo Estreito de Ormuz.

Após a ⁠declaração, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma "forte retaliação militar" contra o Irã e seus aliados houthis.

Diante da perspectiva de que a interrupção possa se alastrar a um segundo mar, os preços globais do petróleo dispararam, com os contratos futuros do Brent fechando com alta de 7%, a US$100,69 o barril, ‌marcando seu maior fechamento desde 22 de maio.

A disparada do petróleo trouxe novas preocupações ‌sobre os rumos da ⁠inflação, gerando um clima ⁠de aversão ao risco que afetou as principais bolsas globais. O clima negativo pressionou o ⁠Ibovespa, embora o avanço do petróleo ‌tenha impulsionado ações como a ‌da Petrobras, o que evitou perdas maiores para o índice.

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"O mercado tem dado mais peso ao temor inflacionário da guerra do que ao efeito positivo do petróleo sobre os termos de troca do Brasil", disse Vitor Kayo, ⁠economista sênior da Nomad.

Em Nova York, o S&P 500 recuou 1,2%. Além dos temores de aumento da inflação, os resultados financeiros abaixo do esperado do setor de jogaram também contaminaram pressionaram negativamente os negócios na sessão.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN subiu 0,87% e PETROBRAS ON avançou 1,67%, acompanhando ‌a alta do petróleo no exterior.

• VALE ON ganhou 0,77%, ficando entre as maiores altas do Ibovespa. O ganho acompanhou o desempenho do ferro no exterior. O ⁠contrato de minério de ferro para setembro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), na China, encerrou o pregão diurno com alta de 0,74%, US$110,43 por tonelada.

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• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,79%, em uma sessão negativa para os bancos. BRADESCO PN recuou 1,32%, SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 1,19%, enquanto BANCO DO BRASIL ON recuou 0,76%.

• AZZAS 2154 ON recuou 4,27%, sendo uma das maiores quedas do Ibovespa, em uma sessão negativa para papéis mais sensíveis aos juros elevados. Analistas do Citi disseram em relatório que esperam que o segundo trimestre de 2026 seja "mais um trimestre fraco" para a companhia, "com queda na receita em relação ao mesmo período do ano anterior e desalavancagem operacional".

• ASSAÍ ON caiu 4,52%, em dia de avanço dos juros futuros.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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