Ibovespa fecha em alta com Oriente Médio em foco, mas Petrobras atenua avanço

1 abr 2026 - 17h07
(atualizado às 17h33)

O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, ‌endossado por perspectivas de alívio nas tensões no Oriente Médio, mas distante da máxima do dia, quando superou 189 mil pontos, uma vez que a queda do petróleo pressionou a blue chip Petrobras.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,26%, a 187.952,91 pontos. Na máxima do dia, chegou a 189.130,90 pontos. Na mínima, a 187.255,65 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$37,36 bilhões.

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O presidente dos Estados Unidos, ⁠Donald Trump, afirmou em uma entrevista à Reuters nesta quarta-feira que o país "sairá do Irã muito rapidamente" e ‌poderá retornar para "ataques pontuais", se necessário. Trump não forneceu um cronograma.

As declarações foram feitas algumas horas antes de um pronunciamento de Trump à nação, previsto para 21h (22h no horário de Brasília), sobre os próximos passos.

O ‌vice-presidente dos EUA conversou com "intermediários" sobre o conflito na terça-feira, ‌disse uma fonte à Reuters nesta quarta-feira, acrescentando que Trump instruiu JD Vance a comunicar que ⁠está aberto a um cessar-fogo sob certas condições.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou com acréscimo de 0,72%, enquanto o barril do petróleo sob o contrato Brent encerrou com declínio de 2,7%.

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Para o estrategista Bruno Perri, sócio-fundador da Forum Investimentos, os mercados refletiram perspectivas de uma resolução mais célere ou, ao menos, uma redução no conflito no Oriente Médio, com foco na normalização do Estreito ‌de Ormuz.

Perri citou que a busca de Trump por um acordo que dê fim ao conflito com o ‌Irã aumentou o apetite a risco.

DESTAQUES

- ⁠PETROBRAS PN recuou 2,67% e ⁠PETROBRAS ON fechou em baixa de 3,67%, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior. A estatal confirmou ⁠o aumento de 55% nos preços da querosene de aviação, ‌enquanto a presidente da companhia também ‌afirmou que a Petrobras estuda aumentar a meta de produção do diesel no plano de negócios. No setor, BRAVA ON caiu 3,65%, PRIO ON recuou 3,14% e PETRORECONCAVO ON cedeu 3,06%.

- EMBRAER ON valorizou-se 4,74%, ensaiando uma melhora após dois meses seguidos de queda, com declínio acumulado de cerca ⁠de 13% em março e de quase 5% em fevereiro. Estrategistas do BTG Pactual incluíram a ação da companhia em sua carteira recomendada 10 SIM para abril, destacando que ela está sendo negociada com desconto de 40% de seus pares.

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- BANCO DO BRASIL ON subiu 2,74%, capitaneando as altas dos bancos do Ibovespa, seguido por BTG PACTUAL UNIT, com acréscimo de 2,33%, ‌SANTANDER BRASIL UNIT, com ganho de 1,83%, BRADESCO PN, com elevação de 1,36%, e ITAÚ UNIBANCO PN, com valorização de 0,84%. Com investidores atentos a possíveis medidas do governo para reduzir o custo do crédito ⁠no país, o BB disse que renegociou R$1,7 bilhão em dívidas em março.

- VALE ON avançou 0,63%, endossada pelo sinal positivo dos futuros do minério de ferro na Ásia. No setor de mineração e siderurgia, GERDAU PN valorizou-se 3,79%, tendo também como pano de fundo relatório de analistas do Itaú BBA, que elevaram a recomendação das ações para "outperform", mantendo o preço-alvo em R$24. CSN ON subiu 3% e USIMINAS PNA encerrou com acréscimo de 0,45%.

- BRASKEM PNA fechou em queda de 3,72%, após disparar 7,55% na máxima do dia. Analistas do Citi elevaram a recomendação das ações da petroquímica para "neutra/alto risco", bem como o preço-alvo dos papéis de R$8 para R$10, citando perspectiva de spreads mais altos, que podem trazer um alívio para a geração de caixa e a alavancagem da empresa no curto a médio prazo. Investidores, porém, seguem preocupados com potenciais medidas para lidar com o endividamento da empresa.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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