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Ibovespa avança em dia de trégua com aval externo antes do Copom; Petrobras desaba

4 nov 2026 - 18h08
(atualizado às 18h32)
Resumo
O Ibovespa subiu 1,23%, aos 167.563 pontos, interrompendo seis quedas seguidas impulsionado pelo alívio externo após eleições nos EUA e pela busca por ações descontadas. O avanço ocorreu antes da decisão do Copom sobre a Selic e foi liderado por bancos e pela Vale, em meio à safra de balanços. Em contrapartida, a Petrobras desabou mais de 7% com o tombo do petróleo no exterior, enquanto o mercado segue atento e cauteloso quanto à política fiscal do novo governo Lula.

O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira e ‌interrompeu uma sequência de quedas desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em trégua apoiada pelo cenário externo, mas Petrobras recuou forte com o tombo do petróleo no exterior.

A temporada de balanços também ocupou as atenções no pregão, que terminou ainda com investidores na expectativa do desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.  

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,23%, a 167.563,47 pontos, após seis quedas seguidas, período ⁠em que acumulou um declínio de mais de 19%. Na máxima do dia, o índice chegou a 167.986,37 pontos. Na ‌mínima, marcou 165.541,38 pontos.

O volume financeiro no pregão somou R$44,6 bilhões.

Na visão do estrategista de investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, Marcos Bassani, muitas ações também ficaram com preços bastante descontados após as fortes quedas na sequência das ‌eleições, o que abriu oportunidades de compras.

Em Wall Street, o tom foi ‌ditado pelo resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nas quais democratas conquistaram a maioria ⁠tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados na terça-feira, desbancando os republicanos do presidente Donald Trump, o que agentes financeiros avaliam que tende a reduzir os riscos de mudanças econômicas bruscas.

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O S&P 500 subiu 1,58%, com uma série de dados econômicos norte-americanos também no radar, enquanto o barril do petróleo Brent fechou em queda de 8,67%, a US$94,62, com os investidores apostando que a mudança no poder poderia acelerar o fim da guerra dos EUA e de Israel ‌contra o Irã.

O pregão na B3 fechou antes de o BC anunciar sua decisão sobre a Selic. A maioria dos economistas ‌consultados em pesquisa da Reuters encerrada ⁠em 2 de novembro esperava ⁠manutenção dos atuais 13,75% ao ano. Investidores também estarão atentos ao comunicado que acompanhará o anúncio da taxa, em busca de sinais ⁠sobre os próximos movimentos. 

Apesar da trégua no dia, agentes financeiros continuam ressabiados ‌quanto aos planos para a economia ‌no novo mandato de Lula, sem novidades de fato, principalmente na área fiscal.

Lula vai fazer um pronunciamento televisionado no domingo para reafirmar seu compromisso com a disciplina orçamentária, mas sem fornecer detalhes sobre as políticas, afirmaram nesta quarta-feira duas fontes com conhecimento direto do assunto.

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Em relatório a clientes nesta quarta-feira, a Meta Asset recomendou ⁠cautela e serenidade a investidores neste momento, destacando que "realizar" perdas no curto prazo seria "extremamente precipitado e custoso". "Acreditamos que, quanto maior a deterioração dos preços dos ativos  -- e, dessa vez, ocorreu de forma extremamente brusca --, maior o incentivo para o novo governo caminhar na direção correta em termos de medidas, sobretudo no campo fiscal", afirma o texto.

DESTAQUES

• PETROBRAS PN caiu 7,08% e PETROBRAS ON recuou 7,64%, em meio à forte ‌queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

• VALE ON avançou 3,49%, endossada pela alta dos futuros do minério de ferro na China, onde contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian fechou o pregão diurno com ⁠alta de 1,56%.

• ITAÚ UNIBANCO PN subiu 3,17%, após balanço com lucro líquido recorrente de R$12,6 bilhões no terceiro trimestre, enquanto o CEO afirmou que portfólio do banco está muito bem posicionado para enfrentar "qualquer que seja o desafio".

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• BTG PACTUAL UNIT fechou em alta de 5,96%, em pregão de recuperação no setor. BRADESCO PN avançou 3,65%, BANCO DO BRASIL ON subiu 1,85% e SANTANDER BRASIL UNIT avançou 5,43%.

• RD SAÚDE ON subiu 3,9%, após a maior rede de farmácias do Brasil divulgar lucro líquido de R$439 milhões no terceiro trimestre e o CEO destacar que há potencial de penetração maior no mercado de GLP-1 em 2027.

• BB SEGURIDADE ON caiu 7,45%, mesmo após lucro líquido recorrente de R$2,4 bilhões no terceiro trimestre, acima do esperado pelo mercado, uma vez que a empresa cortou projeção para os prêmios de seguro emitidos em 2026.

• ISA ENERGIA PN avançou 3,51%, após o lucro líquido da transmissora de energia disparar a R$1,9 bilhão no terceiro trimestre devido ao efeito contábil de transação com a Axia, enquanto executivos também citaram avanço da trajetória de crescimento com sustentabilidade financeira,

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