Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais poços na Foz do Amazonas

4 set 2026 - 11h09
(atualizado em 5/9/2026 às 12h50)
Resumo
O Ibama autorizou a Petrobras a perfurar três novos poços na Bacia da Foz do Amazonas para avaliar a viabilidade comercial do petróleo na região, considerada a fronteira mais promissora da estatal. Apoiada pelo presidente Lula como estratégica para as reservas do país, a exploração gera debates devido à sensibilidade ecológica da área. Para manter a licença, a empresa terá 30 dias para enviar o cronograma e deverá atualizar a análise de riscos ambientais após vazamento ocorrido neste ano.

‌O órgão federal ambiental Ibama autorizou a Petrobras a perfurar mais três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá, de acordo com um documento visto pela Reuters nesta sexta-feira.

A medida representa um ⁠avanço nos esforços da empresa para produzir petróleo nessa ‌área ambientalmente sensível na costa amazônica do Brasil, já que os novos poços são fundamentais para determinar ‌se a recente descoberta de petróleo ‌da Petrobras na região é comercialmente viável.

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O presidente ⁠Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a descoberta de petróleo no mês passado. Ele viajou para o Estado de Amapá, no norte do país, dias depois, para saudá-la como "um passaporte para o futuro deste país".

O empenho da ‌Petrobras em explorar a Bacia da Foz do Amazonas, ‌próxima à foz ⁠do rio Amazonas, ⁠gerou debate no governo de Lula, colocando as preocupações ambientais em ⁠contraponto ao argumento ‌da empresa de que ‌precisa reabastecer suas reservas.

Se a descoberta for comercialmente viável, a produção poderia começar dentro de sete anos, afirmou anteriormente a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

A Bacia ⁠de Foz do Amazonas é geologicamente semelhante aos blocos na Guiana, onde a ExxonMobil está desenvolvendo enormes campos de petróleo. A área faz parte da Margem Equatorial do Brasil, que ‌a Petrobras considera sua fronteira de exploração mais promissora.

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A decisão do Ibama, assinada nesta quinta-feira pelo diretor-geral da agência, ⁠Jair Schmitt, exige que a Petrobras apresente um cronograma de perfuração atualizado no prazo de 30 dias após o recebimento da licença.

O documento também estabelece condições para que a Petrobras mantenha a licença, incluindo a atualização da análise de riscos ambientais do projeto.

No início deste ano, houve vazamento de fluido durante a perfuração do primeiro poço, o que gerou preocupações entre os povos indígenas quanto ao impacto que um boom petrolífero poderia ter em um Estado ainda amplamente coberto pela floresta amazônica intocada.

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