O HSBC Holdings está avaliando uma onda de cortes profundos de empregos nos próximos anos, que poderá afetar cerca de 20.000 postos de trabalho, ou aproximadamente 10% de sua força de trabalho total, informou a Bloomberg News nesta quinta-feira, citando fontes familiarizadas com o assunto.
As ações do HSBC listadas em Hong Kong caíram 2,2% nas negociações da manhã.
Funções que não envolvem contato direto com clientes em centros de atendimento globais estão entre as que devem ser mais impactadas pela aposta do banco em IA, embora a avaliação esteja em estágio inicial, segundo a matéria, que acrescenta que a revisão ainda está em fase preliminar e nenhuma decisão final foi tomada.
Um porta-voz do HSBC recusou-se a comentar o relatório.
A adoção acelerada da IA está permitindo que as empresas reduzam o número de funcionários em divisões mais expostas à automação.
De acordo com seu relatório anual, o HSBC empregava o equivalente a 208.720 funcionários em tempo integral no final de dezembro de 2025.
As possíveis reduções fazem parte de um plano de médio prazo que abrange de três a cinco anos e podem incluir a não substituição de funcionários que se desligam da empresa, bem como cortes relacionados ao encerramento ou venda de negócios, segundo o relatório.
A especulação em torno de cortes de pessoal surge num momento em que o banco com sede em Londres busca simplificar suas operações, reduzir custos e se desfazer de negócios que não agregam valor.
No final de fevereiro, a Reuters noticiou que o HSBC havia iniciado um processo de venda para se desfazer de sua unidade de negócios de seguros de vida em Cingapura.
Desde que assumiu o cargo há cerca de 18 meses, o presidente-executivo Georges Elhedery reformulou o HSBC, reorganizando as divisões segundo linhas Leste-Oeste, descontinuando unidades de banco de investimento de pequena escala nos EUA e na Europa e reduzindo os cargos da alta administração.