Governo Lula avalia medidas para frear preços do gás de cozinha

MME aponta que suprimento de GLP depende em cerca de 20% de importações e possui 'forte relevância social'

31 mar 2026 - 16h22

BRASÍLIA - O governo Lula avalia medidas adicionais para tentar diminuir os efeitos econômicos da guerra no Irã e da escalada do petróleo no setor de energia - incluindo a alta do preço do gás de cozinha. O Ministério de Minas e Energia avalia o gás liquefeito de petróleo (GLP) como um dos mais sensíveis e com forte "relevância social".

"A estratégia combina instrumentos de proteção ao mercado interno, subvenção a bens essenciais e mecanismos econômicos voltados a mitigar distorções provocadas pela forte elevação dos preços internacionais do petróleo", diz nota do MME.

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"O conjunto de iniciativas busca proteger consumidores e setores produtivos dos efeitos mais imediatos do cenário internacional, preservando a previsibilidade econômica e a estabilidade do abastecimento."

MME aponta que suprimento de GLP depende em cerca de 20% de importaçõ
MME aponta que suprimento de GLP depende em cerca de 20% de importaçõ
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / Estadão

"As ações terão caráter temporário, excepcional e anticíclico, voltadas a enfrentar um choque externo de preços que impacta diretamente o custo da energia e da logística no País. Entre os mercados mais sensíveis está o gás liquefeito de petróleo (GLP), cujo depende em cerca de 20% de importações e possui forte relevância social", apontou a pasta.

Neste mês, o governo federal adotou um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis, com foco no diesel. Além da isenção de impostos federais (PIS/Cofins), foi anunciada a subvenção econômica a produtores e o imposto de exportação sobre o petróleo. Outra frente reforçada e ampliada foi a fiscalização neste mercado, com alegados preços abusivos.

Além do setor de combustíveis, o governo também avalia a concessão de crédito de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras de energia elétrica das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, especificamente às concessionárias com maiores reajustes tarifários neste ano.

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Para Norte e Nordeste, a previsão é que sejam distribuídos R$ 7,87 bilhões aos consumidores de energia em 2026, após a repactuação de parcelas devidas a título do Uso do Bem Público (UBP), pagamento feito por geradoras hidrelétricas pela utilização de áreas públicas.

Preocupado com o avanço da oposição nas pesquisas de intenção de voto, Lula investe em um pacote de bondades para obter dividendos eleitorais. O petista entrou no que aliados chamam de "modo cobrança" e tem pressionado auxiliares a apresentar resultados rápidos porque, no seu diagnóstico, a comunicação do governo ainda não conseguiu demonstrar o que vem sendo feito.

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