O governo federal implementará uma nova fase do programa Move Brasil, com aporte de R$14,5 bilhões do Tesouro Nacional e outros R$6,7 bilhões do BNDES para viabilizar linhas de crédito para compra de caminhões e ônibus, disse nesta quinta-feira o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa.
Em evento no Palácio do Planalto para o anúncio da iniciativa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as linhas de crédito do programa terão taxas de juros mais baixas e prazos mais longos do que na primeira fase.
Inicialmente voltado apenas para caminhões, o programa agora também financiará a compra de ônibus, micro-ônibus e equipamentos como reboques e carrocerias, informou em nota o BNDES, que vai operacionalizar os financiamentos.
As condições das operações serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, segundo o banco de fomento, mas Durigan adiantou no evento que as taxas de juros ficarão entre 11% e 12% ao ano, contra taxas entre 14% e 15% na primeira etapa do programa.
Os financiamentos terão 12 meses de carência e prazo total de até dez anos. O valor máximo financiável por beneficiário será de R$50 milhões, segundo o BNDES.
Do volume total de aportes ao programa, R$2 bilhões serão destinados exclusivamente a financiamentos para trabalhadores autônomos.
Os recursos só poderão ser usados na aquisição de veículos de fabricação nacional que atendam às regras de conteúdo local do BNDES.
A primeira etapa do Move disponibilizou R$10 bilhões a partir de janeiro deste ano, volume consumido em dois meses, de acordo com o BNDES, em mais de 8 mil operações de compra de caminhões novos.
Durigan acrescentou que, em outra frente, o governo fará um aporte de R$2 bilhões ao Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) para linhas de crédito voltadas para pequenas e médias empresas, plano antecipado pela Reuters.
Os recursos anunciados foram liberados por meio da edição de medidas provisórias com créditos extraordinários. Os textos foram assinados nesta quinta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.