Gastos com construção nos EUA sobem em agosto

1 out 2026 - 11h42
Resumo
Os gastos com construção nos EUA subiram inesperadamente 0,9% em agosto, superando as previsões de estagnação. O avanço foi impulsionado pelo setor privado não residencial, com destaque para usinas e escritórios, além de reformas residenciais. Apesar da alta mensal, o setor recuou 1,7% no comparativo anual, afetado pela fraqueza na construção de novas moradias, pressionada pelas elevadas taxas de juros hipotecárias que ultrapassaram 7% e geraram um excedente de imóveis não vendidos.

Os gastos com construção ‌nos Estados Unidos registraram aumento inesperado em agosto, impulsionados pelos investimentos em obras não residenciais como escritórios e usinas de energia, mas a tendência permaneceu fraca já que as taxas de juros mais ⁠altas dos financiamentos imobiliários pesaram sobre a construção ‌de residências.

O Census Bureau do Ministério do Comércio informou nesta quinta-feira que os gastos com ‌construção subiram 0,9% após uma queda ‌de 0,1% em julho, em dado revisado ⁠para cima. Economistas consultados pela Reuters previam que os gastos com construção permaneceriam inalterados em agosto, após um declínio de 0,5% em julho divulgado anteriormente.

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Os gastos com construção caíram 1,7% em agosto em ‌relação ao mesmo mês do ano anterior. Os ‌gastos com projetos ⁠de construção ⁠privados aumentaram 1,1% em agosto, após queda de 0,2% em ⁠julho. Os investimentos ‌em estruturas não residenciais ‌privadas cresceram 1,0% em agosto. Os gastos com usinas de energia subiram 0,9% e os gastos com projetos de escritórios dispararam 4,6%.

O investimento ⁠em projetos residenciais subiu 1,1% em agosto, provavelmente refletindo reformas. Os gastos com projetos de moradias unifamiliares aumentaram 0,2%, mas caíram 3,5% em relação ao mesmo período do ‌ano anterior.

A taxa média das hipotecas de taxa fixa de 30 anos disparou mais de 100 ⁠pontos-base desde o início da guerra entre os EUA, Israel e o Irã, no final de fevereiro, pesando sobre a demanda e deixando um excedente de casas novas não vendidas no mercado.

Ela ficou em média em 7,03% na semana passada, o nível mais alto desde janeiro de 2025, segundo dados da empresa de financiamento hipotecário Freddie Mac. Os gastos com unidades habitacionais multifamiliares, que representam uma pequena parcela do mercado imobiliário, aumentaram 0,2% em agosto.

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