O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, depôs à Polícia Federal nesta terça-feira como testemunha no inquérito que apura fraudes no Banco Master, liquidado em novembro. A apuração investiga a fiscalização da instituição e reuniões citadas por um ex-diretor. O caso envolve ainda o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, o diretor Ailton de Aquino e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que avaliou comprar a instituição e também prestará depoimento como testemunha.
BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, depôs nesta terça-feira, 6, na condição de testemunha, no inquérito que investiga fraudes envolvendo o caso Master.
O depoimento foi confirmado pela PF, mas não há, até o momento, detalhes do teor dos esclarecimentos prestados pelo presidente do BC.
O depoimento de Galípolo realizado nesta terça-feira não consta até o momento na agenda oficial do banqueiro central, disponível no site do BC.
Galípolo confirmou que prestaria depoimento à PF no fim de setembro, depois de ser intimado pela entidade para prestar esclarecimentos sobre a fiscalização do Banco Master, liquidado pela autoridade monetária em novembro do ano passado.
Além de Galípolo, o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto e o do dono do BTG Pactual, André Esteves, também foram intimados como testemunhas.
O depoimento de Esteves estava previsto para esta segunda-feira, 5, mas foi adiado. O de Campos Neto está previsto para esta quarta-feira, 7.
Por último, a PF também pretende colher um terceiro depoimento do diretor de Fiscalização do BC Ailton de Aquino, marcado para quinta-feira, 8.
No depoimento que prestou ao longo do inquérito, o ex-diretor Paulo Sérgio havia citado a existência de reuniões com Galípolo, Campos Neto e Esteves para tratar do Banco Master. O BTG foi mencionado porque chegou a avaliar a compra do banco.