O Galeão receberá ao menos R$ 1 bilhão em investimentos privados até 2028, incluindo hotel, centro de testes da BYD e terminal de cargas. Sob gestão da espanhola Aena, o aeroporto deve atingir 19 milhões de passageiros neste ano, impulsionado pela migração de voos após a restrição no Santos Dumont. A concessionária planeja atrair novas rotas e estuda disputar a concessão do Santos Dumont, caso ocorra, consolidando sua expansão no mercado brasileiro, onde já administra 18 terminais.
O aeroporto internacional do Rio de Janeiro, Galeão, deve receber investimentos privados de ao menos R$1 bilhão nos próximos três anos, disse o presidente no Brasil da nova concessionária do terminal, a espanhola Aena, Santiago Yus, nesta terça-feira.
Segundo ele, esses investimentos incluem um novo hotel de bandeira internacional com mais de 200 quartos, centro de testes da montadora BYD, novos hangares e galpões e um novo terminal de cargas. Os investimentos não contemplam futuros aportes Aena que assumiu oficialmente o controle do terminal na semana passada.
O Galeão deve fechar o ano com um novo fluxo recorde de passageiros podendo alcançar 19 milhões de pessoas ante 17 milhões em 2025. Ainda sim, está longe da capacidade total que beira os 37 milhões de passageiros por ano.
"No mundo trabalhamos com mais de 200 companhias aéreas e achamos que temos condições de trazer mais empresas para cá, ampliando frequências e destinos", afirmou o presidente da Aena no Brasil.
O crescimento nos passageiros que passam pelo Galeão ocorre após o governo federal criar um teto de voos no aeroporto Santos Dumont, provocando uma migração de voos para o terminal internacional que antes da medida chegou a ter menos passageiros que o Santos Dumont.
A flexibilização do teto de 6,5 milhões de passageiros para o Santos Dumont está em discussão pelo governo federal. O terminal na região central do Rio de Janeiro é a principal fonte de recursos da Infraero, estatal aeroportuária do governo federal.
Uma futura concessão do Santos Dumont será analisada pela Aena, disse Yus. "Para a Aena, o Brasil é um mercado estratégico...então interesse (no Santos Dumont) no mínimo existirá", afirmou.
A empresa de origem espanhola já administra 18 aeroportos no Brasil sendo Galeão e Congonhas, em São Paulo, os de maior destaque.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)