Fundecitrus registra desaceleração do avanço do greening nos laranjais de SP e MG

1 set 2026 - 17h40
Resumo
A incidência de greening nos laranjais de São Paulo e Minas Gerais atingiu 48,08%, registrando a menor taxa de avanço dos últimos nove anos, segundo o Fundecitrus. O crescimento de apenas 0,45 ponto percentual reflete a desaceleração da doença, impulsionada pela redução de 45% na captura do inseto vetor, condições climáticas desfavoráveis à bactéria e estratégias do setor, que priorizou a erradicação em áreas críticas e novos plantios em regiões de menor risco fitossanitário.

A incidência do ‌greening em São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro atingiu 48,08% das laranjeiras do principal polo produtor do Brasil, maior exportador global de suco de laranja, indicando uma desaceleração na incidência da pior doença da citricultura, ⁠informou nesta terça-feira o Fundecitrus.

O índice representa um aumento ‌de 0,45 ponto percentual em relação ao levantamento de 2025, muito inferior aos 3,28 pontos registrados ‌no ano anterior.

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"É a menor ‌taxa de evolução da doença nos últimos ⁠nove anos", afirmou o órgão de pesquisa do setor.

Em 2024, a incidência havia aumentado 6,27 pontos percentuais, para 44,35%.

O greening é transmitido principalmente pelo psilídeo-dos-citros, um inseto que adquire a bactéria ao se alimentar de ‌uma planta infectada e depois a transmite para ‌plantas sadias.

No Brasil, os ⁠volumes de ⁠safra de laranja têm sido impactados negativamente pelo greening, enquanto ⁠empresas do setor ‌buscam projetos em áreas ‌com menor incidência da doença, que não tem cura. Em 2024, foi relatado um grande investimento da Cutrale em Mato Grosso do Sul.

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De acordo ⁠com o levantamento, a desaceleração da doença está associada à melhoria do controle do psilídeo em 2025, com 45% menos insetos capturados em relação a 2024, e às ‌condições climáticas menos favoráveis à transmissão da bactéria do greening.

A estratégia de renovação do parque citrícola, com ⁠maior eliminação de plantas e pomares em regiões de maior incidência e aumento do plantio em áreas de menor risco, também contribuiu para esse cenário, disse o Fundecitrus. 

No período 2025/26, 74% da área erradicada estava concentrada nas regiões mais afetadas pela doença, enquanto 45% do novo plantio ocorreu em regiões de menor risco, conforme o levantamento.

Ao todo, foram registrados 17.821 hectares de novos plantios e 12.504 hectares de erradicação no cinturão citrícola, afirmou o Fundecitrus.

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