FMI diz que levará tempo para que preços de energia e commodities se normalizem após acordo entre EUA e Irã

25 jun 2026 - 15h14

O ‌Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta quinta-feira que observou uma queda nos preços da energia e das commodities desde o acordo entre os Estados Unidos e o Irã para suspender as hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz, mas que levará algum tempo para que ⁠os preços e os fluxos comerciais do Golfo Pérsico se normalizem.

A ‌porta-voz do FMI Julie Kozack disse que, na próxima atualização de seu relatório "Perspectivas Econômicas Mundiais", em 8 de julho, o Fundo ‌decidirá se continuará com os três cenários ‌de crescimento apresentados em abril, que dependiam dos desfechos da ⁠guerra no Irã.

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Como o Estreito de Ormuz permaneceu fechado em maio, mantendo os preços de referência do petróleo acima de US$100 por barril, Kozack havia afirmado que a economia global estava passando da "projeção de referência" mais benigna, que pressupunha um fim rápido do conflito, ‌para um "cenário adverso", com crescimento global de 2,5% para 2026.

O cenário adverso ‌pressupunha um preço médio ⁠do petróleo ⁠de US$100 por barril para o ano inteiro de 2026, mas também um ⁠aperto das condições financeiras e ‌aumento das expectativas de inflação.

Kozack ‌afirmou nesta quinta-feira que as expectativas inflacionárias estão bem ancoradas, já que alguns bancos centrais passaram a elevar as taxas de juros, e as condições financeiras permaneceram acomodatícias, com países tanto ⁠de mercados avançados quanto emergentes conseguindo acessar os mercados financeiros internacionais.

Os contratos futuros de referência do petróleo tipo Brent para entrega em agosto eram negociados em torno de US$73 por barril nesta quinta-feira, seu nível mais baixo ‌desde antes do início da guerra dos EUA contra Irã em 28 de fevereiro.

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Kozack também disse que os preços da ureia, de ⁠outros fertilizantes e dos metais básicos caíram com a retomada dos embarques dos países do Golfo Pérsico, mas que levará tempo para a normalização total dos preços e do comércio devido aos prazos de entrega até os destinos finais.

"Isso significa que levará algum tempo até que a gente... volte a um estado normal, e é claro que tudo isso pressupõe que o cessar-fogo se mantenha em vigor", disse Kozack.

Ela disse que o FMI está mais preocupado com o impacto do conflito nos países em desenvolvimento que são importadores de energia e possuem poucas reservas fiscais ou estoques de petróleo e outras commodities, especialmente na África.

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