ETF supera 116% em 12 meses; entenda a tese do CHIP11

22 jun 2026 - 09h18
A Bosch decidiu antecipar  em 6 meses a inauguração de uma fábrica de semicondutores na Alemanha
A Bosch decidiu antecipar em 6 meses a inauguração de uma fábrica de semicondutores na Alemanha
Foto: Suno

O avanço da inteligência artificial tem impulsionado uma corrida global por infraestrutura tecnológica, beneficiando não apenas empresas que desenvolvem modelos e aplicativos, mas também companhias responsáveis por fornecer os componentes que tornam essa revolução possível. Nesse cenário, os semicondutores ganham protagonismo, beneficiando ativos como o CHIP11.

O ETF da Investo com foco no setor de semicondutores acumulou valorização de 116,6% nos últimos 12 meses até maio. Nos seis meses anteriores, o fundo registrou retorno de 60,4%, enquanto em maio a alta foi de 20,2%.

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O que é o CHIP11?

O CHIP11 é um ETF listado na B3 que busca replicar o desempenho do MVIS US Listed Semiconductor 25 Index, índice composto pelas 25 maiores e mais líquidas empresas da indústria global de semicondutores listadas nas bolsas americanas.

Na prática, o fundo oferece ao investidor brasileiro acesso, por meio da compra de uma única cota, a uma cesta diversificada de empresas diretamente ligadas à produção de chips e equipamentos utilizados na fabricação desses componentes.

Segundo a Investo, o índice adota critérios específicos para garantir exposição efetiva ao setor. Para integrar a carteira, as empresas precisam obter pelo menos 50% de suas receitas a partir de atividades relacionadas à indústria de semicondutores. Além disso, nenhuma posição individual pode ultrapassar o limite máximo de 20% do portfólio.

A proposta é permitir que o investidor participe de uma tendência estrutural sem precisar escolher vencedores específicos dentro de uma indústria altamente dinâmica.

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Por que os semicondutores estão em evidência?

A popularização da inteligência artificial elevou significativamente a demanda por capacidade computacional. Modelos mais sofisticados exigem centros de dados robustos, equipados com processadores de alto desempenho e memórias capazes de lidar com volumes crescentes de informação.

Isso fez com que empresas que atuam em diferentes etapas da cadeia de semicondutores passassem a atrair a atenção dos investidores.

Um dos exemplos recentes destacados pela Investo foi o da Micron Technology, fabricante americana especializada em chips de memória. A companhia ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, após registrar forte valorização de suas ações.

Segundo a gestora, a Micron ocupa uma posição estratégica ao produzir memórias HBM (High Bandwidth Memory), componentes essenciais para os sistemas de inteligência artificial mais avançados. Como os servidores dedicados à IA demandam volumes muito superiores de memória em comparação com computadores tradicionais, a expectativa de expansão desse mercado passou a ser incorporada aos preços dos ativos do setor.

Nos últimos 12 meses, o valor de mercado da empresa cresceu cerca de 930%, ilustrando como os ganhos associados à inteligência artificial podem se espalhar por diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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A tese vai além das gigantes da tecnologia

Embora empresas como Nvidia, Apple e Microsoft sejam frequentemente associadas ao avanço da inteligência artificial, a Investo argumenta que os beneficiários desse ciclo são muito mais numerosos.

A demanda por semicondutores não depende exclusivamente da evolução dos modelos de IA. Chips também são fundamentais para setores como:

  • Data centers;
  • Indústria automotiva;
  • Smartphones;
  • Infraestrutura de conectividade;
  • Automação industrial;
  • Equipamentos eletrônicos em geral.

Essa diversificação de aplicações cria múltiplos vetores de crescimento para a indústria.

Por isso, em vez de apostar em apenas uma companhia, a proposta do CHIP11 é oferecer exposição a um conjunto de empresas que ocupam posições relevantes dentro desse ecossistema.

O que impulsionou o desempenho recente do CHIP11?

O ETF voltou a se destacar em maio, quando registrou valorização de 20,2%.

De acordo com a Investo, o movimento foi impulsionado por resultados corporativos acima das expectativas em diferentes empresas do setor. Companhias como Dell, SK Hynix e Samsung divulgaram números considerados robustos, reforçando a percepção de que a demanda por memória, chips de alto desempenho e infraestrutura para data centers segue em expansão acelerada.

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Ao mesmo tempo, o fortalecimento do chamado "trade de inteligência artificial" contribuiu para redirecionar fluxos globais de capital.

Enquanto mercados mais expostos a commodities enfrentaram realização de lucros, ações ligadas à tecnologia em países como Coreia do Sul e Taiwan atraíram maior interesse dos investidores internacionais.

Segundo a Investo, esse movimento ajudou a explicar a divergência observada entre os mercados globais e a bolsa brasileira ao longo do período.

Vale a pena investir no CHIP11?

O forte desempenho recente ajuda a explicar o aumento do interesse pelo ETF, mas investidores devem lembrar que rentabilidades passadas não representam garantia de retornos futuros.

Além disso, o setor de semicondutores costuma apresentar elevada volatilidade, já que seus resultados podem ser influenciados por fatores como ciclos econômicos, mudanças tecnológicas, disputas geopolíticas e oscilações nas expectativas de crescimento da inteligência artificial.

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Ainda assim, para quem acredita que a expansão da capacidade computacional continuará sendo uma das principais tendências estruturais dos próximos anos, ETFs como o CHIP11 surgem como uma forma de obter exposição diversificada ao tema.

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