Escalada no Estreito de Ormuz eleva cautela e pressiona mercados

No fim de semana, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã voltou a fechar a passagem

20 abr 2026 - 10h47
Resumo
No cenário internacional, a nova escalada das tensões no Oriente Médio volta a pesar sobre os mercados globais, após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fechar novamente o Estreito de Ormuz no fim de semana.
Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz
Foto: Reprodução

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou a sessão da última sexta-feira (17) em baixa de 0,55%, aos 195.733,51 pontos, pressionado pelo cenário externo. Com o anúncio sobre a abertura do Estreito de Ormuz e consequente queda dos preços do petróleo, a Petrobras, uma das empresas de maior peso no índice, pesou contra o bom desempenho.

As ações da estatal registraram forte queda de 5,31% (ON) e 4,86% (PN), acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. De outro lado, a valorização das ações da Vale em 2,64% ajudou a limitar perdas maiores do Ibovespa. 

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No câmbio, o dólar fechou em queda de 0,19% frente ao real, cotado a R$ 4,98, influenciado pelo alívio geopolítico e queda do petróleo.

No cenário internacional, a nova escalada das tensões no Oriente Médio volta a pesar sobre os mercados globais, após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fechar novamente o Estreito de Ormuz no fim de semana.

A decisão ocorreu em resposta à permanência do bloqueio naval americano em portos iranianos e após o Irã acusar os EUA de violarem o cessar-fogo ao apreenderem um navio cargueiro de bandeira iraniana, sob a alegação de que a embarcação tentava driblar o bloqueio aos portos do país. 

Apesar da recente escalada, o Paquistão mantém os preparativos para uma nova rodada de diálogo entre EUA e Irã. O encontro, no entanto, chega cercado de incertezas, diante do agravamento das tensões no Estreito de Ormuz e da proximidade do fim de um frágil cessar-fogo.

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Com impacto do conflito no setor de commodities, o petróleo avança, impulsionado por novas tensões no Oriente Médio antes do fim da trégua entre EUA e Irã. O Brent/junho avança 5,27%, cotado a US$ 95,14 e o WTI/junho sobe 6,22%, a US$ 87,73. Já o minério de ferro fechou em alta de 1,16% na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 115,34/ton, com a redução dos estoques na China.

No Brasil, destaque para a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da feira de Hannover, na Alemanha, que tem o Brasil como destaque neste ano. Em seu discurso, Lula ressaltou que “em menos de duas semanas entra em vigor o acordo que cria um mercado de quase 720 milhões de pessoas e com um PIB de US$ 22 trilhões.

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