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Dólar tem mais longa sequência de altas do ano e atinge maior cotação desde final de março

Na semana, a valorização foi de 2,7%

14 ago 2026 - 17h54
(atualizado às 17h57)
Dólar fechou em alta
Dólar fechou em alta
Foto: Monitor do Mercado

O dólar fechou a sessão desta sexta-feira ‌em alta firme contra o real, na contramão do exterior, marcando a maior sequência de altas diárias do ano em meio a um movimento de aversão ao risco nos mercados brasileiros e acumulando na semana uma valorização de 2,7%.

O dólar à vista fechou o ⁠dia com alta de 0,61%, aos R$5,2213 na venda, maior cotação ‌desde 30 de março. Foi a quinta sessão consecutiva de alta -- mais longa sequência desde dezembro do ano passado, quando houve ‌sete altas seguidas. No ano, a moeda ‌norte-americana agora tem queda de 4,88% ante o real.

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Às 17h03, ⁠o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,78% na B3, a R$5,242.

A desvalorização do real -- que nesta sessão acompanhou queda do Ibovespa e alta generalizada dos juros futuros -- se dá em meio a uma saída de capital do mercado brasileiro, à medida ‌que grandes fundos reduzem sua exposição ao Brasil no período pré-eleitoral. Após ‌saldo positivo em julho, ⁠dados da ⁠B3 mostram uma saída líquida de R$13,56 bilhões em capital externo da bolsa ⁠em agosto até o dia ‌12.

Em meio a preocupações com ‌as perspectivas fiscais no país e as incertezas em torno das eleições presidenciais, o mercado aguardava nesta sexta a divulgação da primeira pesquisa Quaest contratada pela TV Globo sobre a eleição ⁠de outubro, prevista para o final do dia.

Já no exterior o dólar tinha queda após dados dos EUA mostrando uma queda inesperada das vendas no varejo em julho reforçarem apostas do mercado de que o Federal Reserve ‌não elevará a taxa de juros em setembro. O indicador veio após dados benignos de inflação nos EUA esta semana já terem ⁠contribuído para essa tendência. Às 17h15, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,27%, a 99,652.

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Ainda assim, o aumento das tensões no Oriente Médio afetava o humor dos investidores e impulsionava os futuros do petróleo Brent.

Os Estados Unidos disseram que podem manter indefinidamente um bloqueio naval contra o Irã e aumentar a pressão econômica sobre o país, enquanto as negociações de cessar-fogo permanecem paralisadas -- cenário que se soma aos ataques a mais dois navios no Estreito de Ormuz, o que deixou o tráfego na região praticamente parado.

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